Política

27 de maio de 2020 09:21

AMA e Uveal defendem unificar mandatos

Associação que representa prefeitos alagoanos emite carta para que as eleições ocorram somente em 2022 por causa da pandemia

↑ Pauline Pereira preside a AMA e reconhece dificuldades que os municípios enfrentam este ano (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

Através de uma carta aberta ao Congresso Nacional e à população, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) defende a não realização das eleições municipais deste ano e a unificação dos mandatos com um pleito único a ser realizado em 2022. O posicionamento da entidade alagoana segue a decisão do Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

De acordo com a AMA, a carta é defendida por todas as entidades brasileiras, em nome dos 5.570 gestores dos municípios e foi resultado da reunião do Conselho Político da CNM na última segunda-feira (25). A presidente da entidade alagoana, Pauline Pereira avalia que se ocorrer este ano, as eleições não serão democráticas e não permitirão igualdade de oportunidades, por conta do impacto da pandemia do novo coronavírus.

A AMA explica ainda que a exemplo de outras entidades, a carta alagoana será encaminhada a toda a bancada federal. Por conseguinte, os parlamentares serão convidados para discutir o assunto em uma web conferência ainda este mês.

Para a prefeita de Feliz Deserto e representante do Nordeste na CNM, Rosiana Beltrão (MDB), daqui a 70 ou 80 dias, em pleno período de campanha eleitoral, a previsão é de 70 mil ou mais mortes e que a falta de previsibilidade brasileira para o coronavírus faz com que as eleições seja um patrocínio ao genocídio. Ela acrescenta que a unificação de mandatos é luta antiga do movimento. O ex-presidente da AMA e prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (MDB), que também participou da reunião, acredita que é hora de defender a proposta junto aos parlamentares.

Em fim de mandato, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (Sem partido), acredita que haverá um adiamento das eleições, por conta da pandemia da Covid-19, mas não vê a necessidade da prorrogação de mandatos.

“Acredito que haverá um adiamento das eleições por exigência do momento em que vivemos, uma exigência de saúde pública, mas não vejo a necessidade da prorrogação de mandatos”.

O presidente da União dos Vereadores de Alagoas (Uveal) e vereador em Quebrangulo, Eduardo Tenório (PMN) utilizou suas redes sociais recentemente para declarar apoio a não realização das eleições neste ano e a unificação dos pleitos em 2022.

“A Uveal já enviou e-mail para todos os deputados federais para que não deixem essa eleição acontecer, pois se acontecer vai prejudicar a população. Nós não temos como visitar as pessoas, como mostrar nossos projetos, ouvir as reivindicações da população. Nós não temos como fazer o corpo a corpo. É inviável fazer política pela rede social. Eu quero aqui e peço em nome dos 1070 vereadores, aos três senadores de Alagoas e aos deputados que olhem pela população. Nós não estamos agora tratando de votos, estamos tratando de vidas. Tente unificar essa eleição e que esses R$ 8 bilhões que são gastos nas eleições sejam revertidos para a saúde no combate ao coronavírus. Não vamos pensar em eleição, vamos pensar em salvar vidas”.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Carlos Victor Costa com informações da AMA

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