Política

25 de maio de 2020 08:35

Genro de Silvio Santos diz ser mentira que Bolsonaro reclamou de jornal do SBT

Alinhado à estratégia do chamado "gabinete do ódio", Fábio Faria (PSD-RN) disse que governo comemorou o vídeo, que teve trecho de sete minutos divulgado no Programa Silvio Santos sem cortes de palavrões

↑ Silvio Santos com Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Intermediador do recado de Jair Bolsonaro, passado pelo secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, ao sogro, Silvio Santos, o deputado Fábio Faria (PSD-RN) negou que houve reclamação do governo em relação à cobertura jornalística da emissora sobre o fatídico vídeo da reunião ministerial, que teria motivado o cancelado do SBT Brasil no último sábado (23).

“Mentira, mentira, mentira. Jamais houve reclamação do governo sobre a divulgação do famoso vídeo no SBT. O governo comemorou o vídeo. Jamais o Silvio aceitaria qualquer tipo de interferência”, tuitou o parlamentar bolsonarista, que é casado com Patrícia Abravanel.

Na publicação, feita na tarde deste domingo (24), Faria aproveitou para anunciar que o vídeo iria “na íntegra” no programa. “Tanto que o vídeo vai na íntegra hj no programa dele que é o de maior audiência do SBT”, afirmou.

O anúncio coincide com a mudança de estratégia do chamado “gabinete do ódio”, que prega a narrativa de que o vídeo mostra um “Bolsonaro raíz” e que a divulgação estaria pavimentando a reeleição do presidente.

PROGRAMA SILVIO SANTOS

Diferentemente do anúncio feito pelo genro, no entanto, Silvio Santos reproduziu apenas um trecho, com cerca de sete minutos, da reunião ministerial por volta das 19h20 deste domingo (24).

Sem cortar palavrões, o vídeo enfatizou o que os bolsonaristas consideram positivo para o presidente, como a necessidade de estar em contato com o “povo”, da vontade de armar a população para “evitar uma ditadura” e a importância de trocar “pessoas da segurança nossa” para proteger amigos e familiares.

O vídeo foi ao ar sem qualquer tipo de anúncio ao telespectador e nem mesmo os palavrões ditos pelo presidente foram cortados.

 

Fonte: Revista Fórum / Plinio Teodoro

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