Política

3 de abril de 2020 07:44

‘Cortes afetarão ações contra Covid-19’

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, José Carlos Lyra, discorda da medida adotada pelo governo Bolsonaro

↑ José Carlos Lyra referenda a posição da Confederação Nacional das Indústrias (Foto: Assessoria)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, querem cortar pela metade – até 30 de junho de 2020 – os recursos oriundos de contribuições das entidades do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Senac, Sest, Senat, Senar e Sescoop) através de Medida Provisória (MP) assinada na última segunda-feira (30). Para José Carlos Lyra, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), essa tesoura afetará ações de combate à pandemia de coronavírus (Covid-19).

A MP, segundo o Governo Federal, objetiva desonerar a folha de pagamento das empresas para assegurar a manutenção dos empregos durante a crise decorrente da pandemia de coronavírus. O Sebrae não terá corte em sua receita, mas terá que destinar ao Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, pelo menos, 50% do adicional de contribuição.

Ainda durante a transição de governo, no fim de 2018, Paulo Guedes chegou a defender o corte de verbas do Sistema S em 50%.

Através de sua assessoria de comunicação, José Carlos Lyra referenda a posição da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A redução de 50% na contribuição feita pelas empresas às entidades que integram o Sistema S, pelo período de três meses, afetará, de forma drástica, o trabalho realizado pelo Senai e pelo Sesi em todo o país, na formação e preparação de mão de obra, na educação básica de jovens de baixa renda e no atendimento à saúde do trabalhador. Pode inviabilizar também as diversas ações que as duas entidades têm realizado para ajudar o país a enfrentar a pandemia da Covid-19, como a manutenção de milhares de respiradores mecânicos, fundamentais para pessoas infectadas com o novo coronavírus”.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria, a estimativas do Senai apontam que 136 centros de educação profissional e de serviços tecnológicos e de inovação devem ser fechados e 830 mil de vagas de qualificação profissional podem deixar de ser ofertadas. Já no Sesi, 150 escolas e centros de atendimento à saúde do trabalhador também devem ser fechados e 217 mil vagas para alunos de educação básica e continuada deixarão de ser ofertadas. “Outras 1,9 milhão de pessoas deixarão de ser beneficiadas com atendimentos em saúde, assim como 204 mil vacinas não serão aplicadas”.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

Comentários

MAIS NO TH