Política

31 de março de 2020 07:56

Fecomércio lamenta decreto governamental

Expectativa do setor comerciário era que o governo fosse mais flexível na adoção das medidas para reduzir impactos econômicos

↑ Gilton Lima defende que a maioria dos pleitos seja acatada (Foto: Divulgação)

No último domingo (29) o governador Renan Filho (MDB) renovou o decreto de isolamento social em Alagoas por mais oito dias, contados a partir de segunda-feira (30). Exceto por algumas flexibilizações, a medida frustrou entidades ligadas ao comércio.

À Tribuna Independente, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio), Gilton Lima, lamenta o fato de o governador não ter atendido – ao menos na íntegra – os pleitos do setor.

“Considerando todos os impactos financeiros sofridos pelo comércio nesse período de isolamento, nossa expectativa era de que as medidas do governo fossem flexibilizadas, encontrando alternativas para que o funcionamento retornasse sem prejudicar o combate ao coronavírus. Como isso não aconteceu, orientamos que as empresas sigam o decreto, pois seu descumprimento pode trazer implicações legais, mas continuaremos dialogando com o governo para buscar minimizar prejuízos ao setor”, diz Gilton Lima.

Na última quinta (26), a Federação divulgou estudo em que se aponta estimativa de prejuízos na ordem de R$ 530 milhões no faturamento das empresas durante quarentena.

“Durante os 10 dias da suspensão, R$ 530 milhões de reais deixarão de ser faturados pelo setor terciário, ou seja, pelos segmentos do comércio e serviços de Alagoas. A projeção exclui serviços essenciais que não foram afetados pela paralisação, como os serviços de eletricidade, água, gás, esgoto, alimentação e serviços de saúde privados. O cálculo foi baseado gerado por estes segmentos, que é de R$ 19 bilhões, correspondendo a uma atividade diária de R$ 53 milhões de reais. Caso o governo opte por prorrogar o prazo de suspensão por mais 20 dias, o prejuízo acumulado será de R$ 1,6 bilhão”, relata a Fecomércio.

A reportagem contatou Kennedy Calheiros, presidente da Associação Comercial de Maceió, mas até o fechamento desta edição não houve resposta. Havia a expectativa de que o governador flexibilizasse as áreas em quarentena ligadas ao comércio. Uma reunião, inclusive, entre Renan Filho e representantes do setor foi realizada na última quinta.

Em nota divulgada neste mesmo dia, a Associação Comercial afirmou que seu pedido era por um retorno gradativo “com horários especiais de funcionamento, para que a vida normal volte a ser construída e que os milhares de trabalhadores do setor produtivo alagoano possam também enfrentar esse momento único e tão delicado em nossa história”.

EXCEÇÕES

O setor da indústria passou a ter permissão para funcionamento pleno após a renovação do decreto governamental de isolamento social. Além deste setor, outras atividades que podem funcionar, dentro de alguns parâmetros são: “órgãos de imprensa e meios de comunicação e telecomunicação em geral; call center; estabelecimentos médicos e odontológicos para serviços de emergência, entre outros”.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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