Política

25 de março de 2020 08:02

Vice chama de ‘bandido’ o atual prefeito de Maribondo

Serginho Marques deve ser empossado no cargo na quinta-feira e ressalta que é rompido politicamente com Leopoldo Pedrosa

↑ Serginho Marques critica postura do atual gestor e garante que ele nunca cumpriu acordos políticos (Foto: Divulgação)

Passados os 15 dias de ausência do prefeito de Maribondo, Leopoldo Pedrosa (PP), de suas funções administrativas do município, a Câmara Municipal deve empossar nesta quinta-feira (26), Serginho Marques (PRTB), então vice-prefeito. Leopoldo se encontra foragido da Justiça, desde o último dia 11 deste mês, quando o desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Washington Luiz, cassou uma liminar que permitia que ele passasse para prisão domiciliar, monitorado por uma tornozeleira eletrônica.

Serginho Marques conversou com a reportagem da Tribuna e disse que ainda não foi comunicado oficialmente pela Câmara dos Vereadores, mas que tudo indica que a posse será nesta quinta. Ele falou também do rompimento com o então prefeito Leopoldo Pedrosa.

“Sou rompido até antes de assumir a Prefeitura. As eleições foram em outubro, em dezembro a gente rompeu. Não chegamos a um acordo. O motivo foi acordo político não cumprido. Ele não é um cara que cumpre com a palavra, você vê aí é um cara bandido e que está foragido”, pontuou Serginho, que quando questionado se iria tentar a reeleição em outubro, ressaltou que ainda está estudando essa situação e confirmou que está trocando de partido. Ele irá para o PTB, legenda comandada no estado pelo deputado estadual Antonio Albuquerque, que em 2016 apoiou Leopoldo Pedrosa, vindo a romper politicamente com o então prefeito logo em seguida.

Esta será a segunda vez que Serginho assume o comando do município. Em 2017, Leopoldo chegou a ser preso, acusado de violência doméstica contra a sua então esposa e sogra. Pelo fato dele ter ficado preso 21 dias, a Câmara, seguindo determinação da Justiça, chegou a empossar Serginho. No entanto, uma reviravolta nos bastidores fez com que os vereadores articulassem uma licença de dois meses para Leopoldo Pedrosa e assim ele não perdeu o mandato na ocasião.

A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara do município, vereador Hugo Ribeiro (SD), mas até o fechamento desta edição não obteve êxito.

Advogado diz não existir acordo para mudança de administração

 

A Tribuna consultou também o advogado responsável pela defesa de Leopoldo, Eraldo Malta. Ele disse que não houve nenhum tipo de acordo com o então prefeito sobre essa situação de mudança de gestão no município e reiterou que por estratégia processual, a defesa não irá expor a imprensa qualquer medida que eventualmente esteja sendo adotada.

Leopoldo Pedrosa havia sido preso em dezembro do ano passado com uma pistola e um quilo de cocaína, tendo a sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, após decisão da juíza Clarissa Oliveira Mascarenhas, da 2ª Vara Cível de Arapiraca.

Na época, a magistrada destacou que sua decisão seu deu pelo fato de que Leopoldo “tem conduta social reprovável, sendo de fácil verificação a extensa relação de processos pelos quais responde, processos que vão desde porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso, passando por crime de violência doméstica, até crime de homicídio”.

Dias após a prisão, Leopoldo conseguiu na Justiça a substituição da prisão preventiva por domiciliar. No entanto, no último dia 11 deste mês, o desembargador Washington Luiz revogou a decisão e decretou que o prefeito fosse levado para detenção em regime fechado.

Em sua decisão, o desembargador corroborou com o que a juíza já havia destacado e em um dos trechos ressaltou que “A prisão preventiva do conduzido é, no presente momento, a única medida suficiente para garantir a ordem pública, tendo em vista que o preso é contumaz na prática de crimes graves, já tendo sido preso outras vezes. Por outra monta deve ser levado em consideração a quantidade e o tipo de substância entorpecente que fora apreendida em poder do réu. Soltá-lo, com certeza, será um incentivo a continuar praticando novos crimes, agredindo a paz social, a incolumidade das pessoas”.

Leopoldo tinha um pedido de prisão temporária contra ele, pela suspeita de ter assassinado o corretor de imóveis Gerson Gomes que teve o corpo encontrado na zona rural de São Miguel dos Campos, em 2015. Ele ainda é réu em ação penal por lesão corporal contra sua ex-mulher e ex-sogra, em 2017, quando chegou até ser preso.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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