Política

28 de fevereiro de 2020 17:17

Entidades de Alagoas convocam para ato contra a privatização das empresas públicas

Manifestação está marcada para a próxima terça-feira (3/3) às 14h em frente à ALE

↑ (Imagem: Divulgação)

O Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, a Central Única dos Trabalhadores – CUT/AL, o movimento sindical, popular, movimentos sociais e demais entidades da sociedade civil alagoana, divulgaram nesta sexta-feira (28) convocação para um ato contra a privatização das empresas públicas, alvo preferencial do governo Bolsonaro, que ocorrerá na terça-feira (3 de março), a partir das 14h, em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas, no centro da capital.

De acordo com o Sindicato dos Urbanitários, o protesto tem como objetivo alertar a população dos graves malefícios que a privatização de setores estratégicos traz a todos, como está claro para os alagoanos com a privatização da CEAL, agora Equatorial, que tem causado inúmeros protestos devido à péssima qualidade do serviço e as tarifas cada vez mais altas.

Em Alagoas, segundo o sindicato, o alvo principal do governo estadual é a Casal (Companhia de Saneamento de Alagoas). O edital para a concessão do serviço de saneamento na Grande Maceió (13 cidades, o equivalente a 43% da população de Alagoas), deve ser lançado em breve. “Caso seja aprovado, na prática, a Casal deixará de operar na área de esgoto e vai passar a produzir água para a empresa que vencer o leilão. Em outras palavras, a Casal será uma ‘prestadora de serviços’ para a nova empresa”, diz a nota dos Urbanitários.

“No âmbito federal, o governo está preparando um ataque às empresas públicas de todo o país, através do envio ao Congresso Nacional de leis e medidas provisórias relacionadas a projetos de privatização. A ideia de Bolsonaro é passar por cima do Congresso para acelerar o ritmo das privatizações – o chamado fast track (via rápida), através de medidas que poderiam ser oficializadas via decreto, dispensando projetos de lei”, alerta o sindicato.

Para o movimento que estará nas ruas na próxima terça, “é preciso fazer pressão nos deputados estaduais, federais, senadores e políticos em geral, para que esse projeto não vá adiante, pois caso ele avance, será a total destruição do serviço público como conhecemos, com a entrega de todo o patrimônio nacional nas mãos do capital privado. A hora de reagir é agora. Todos estão convidados para este ato contra a privatização das empresas públicas e, em defesa dos serviços públicos gratuitos e de qualidade para todos”, encerra o informe.

Fonte: Tribuna Hoje com Assessoria

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