Política

20 de fevereiro de 2020 09:55

Cortes indevidos de energia estão suspensos em Pilar

Prefeitura entrou com uma Ação Civil Pública após receber uma enxurrada de reclamações sobre aumento nas contas

↑ Renato Filho lembra que a população mais pobre será penalizada (Foto: Sandro Lima)

Após uma avalanche de reclamações dos moradores do município de Pilar contra os cortes de energia e aumentos considerados abusivos praticados pela Equatorial Energia, tanto nas redes sociais quanto na sede da prefeitura, o prefeito Renato Filho (PSC) entrou com uma Ação Civil Pública contra a distribuidora.

Depois de denúncias de cortes de energia indevidos e de aumentos na conta de energia elétrica dos consumidores de Pilar, a prefeitura entrou na justiça na segunda-feira, (17). “As contas aqui do município dobraram de valor sem que houvesse um aumento de consumo. A gente questionou e eles [Equatorial] dizem que nos estamos errados”, denuncia o prefeito em contato com a reportagem da Tribuna.

“Aqui [em Pilar], o cidadão mais humilde viu a sua conta de energia dobrar. As reclamações nos grupos de conversas são muitas e também aqui na prefeitura. Todo dia vem gente reclamando da conta de energia depois da Equatorial. Pedimos a suspensão de qualquer corte no município até que empresa justifique este aumento abusivo na conta de energia e que seja resolvida a questão dos protocolos que estão em aberto das várias reclamações feitas à Equatorial. Nós ganhamos e ontem saiu à decisão suspendendo os cortes no nosso município”, aponta o gestor municipal.

A juíza Renata Malafaia Vianna, titular da Comarca de Pilar foi a responsável pela decisão que suspende os cortes de energia realizados em desacordo com a legislação no município, sob pena de multa de R$ 50 mil por corte.

“O risco, no caso concreto, se verifica diante dos enormes prejuízos que diariamente estão sendo causados aos consumidores que, em sua maioria, mesmo sendo classificados como baixa renda, de forma desarrazoada e em desconformidade com a legislação, vem sendo privados do regular e essencial fornecimento de energia elétrica, o que, por consequência, viola diretamente o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”, ressaltou a magistrada.

MAIS PREFEITURAS

De acordo com o prefeito Renato Filho, várias prefeituras já estão entrando na justiça contra a Equatorial. “A prefeitura de Coruripe também entrará com uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão dos cortes e explicações sobre o aumento da tarifa”, diz o prefeito.

A Tribuna tentou contato com a Equatorial Energia para saber se iria recorrer da decisão da justiça, mas até o fechamento desta edição, não houve retorno.

PROTESTO

A Unidade Popular (UP), partido recentemente registrado na Justiça Eleitoral, convocou um ato na porta da Equatorial, no dia 4 de março, às 16h. O objetivo é realizar um manifesto contra os serviços que estão sendo ofertados pela distribuidora de energia em Alagoas.

“São vários os relatos nas redes sociais de pessoas denunciando a truculência com que foram tratadas por não poderem pagar as contas que a Equatorial está enviando. Dramas de pessoas acamadas que não poderiam ficar sem energia elétrica em casa, sem que a empresa seja sensível a estes caso”, informa a UP.

Fonte: Tribuna Independente / Jairo Silva

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