Política

11 de fevereiro de 2020 09:42

Unidade Popular aposta na jornalista Lenilda Luna para disputar a Prefeitura de Maceió

UP irá apresentar candidatura própria em várias cidades do país para propor um programa de governo popular

↑ Lenilda Luna lembra que é preciso defender os direitos dos trabalhadores (Foto: arquivo pessoal)

A Unidade Popular (UP) reuniu filiados em Maceió para apresentar a jornalista Lenilda Luna como pré-candidata à Prefeitura de Maceió nas eleições municipais de 2020. Com 30 anos de militância em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, ela foi considerada a melhor indicada para unificar o campo da esquerda na disputa eleitoral.

O partido também discute como concorrer ao legislativo municipal, representantes dos movimentos sociais, como organizações sindicais, comunidade LGBT, de mulheres, das lutas por moradia e pela igualdade racial.

“Construímos a UP para ser uma alternativa política no campo da esquerda para as pessoas que não se sentem representadas pelos partidos já constituídos. Dialogamos com as pessoas em todo o Brasil e conseguimos 1,2 milhão de assinaturas de apoiamento, o que demonstra que de fato, existe a necessidade de um partido que organize os trabalhadores e trabalhadoras na luta por seus direitos, sem conciliação com os grandes empresários e banqueiros que sempre buscam cooptar e ‘domesticar’ as organizações populares”, afirmou Lenilda Luna em entrevista à Tribuna Independente.

A jornalista afirmou ainda que a UP irá apresentar candidatura própria em várias cidades do país para propor um programa de governo popular, para lutar junto com o povo por creches, moradia, ampliação da rede municipal de educação e de saúde.

“Vamos defender os direitos dos usuários dos transportes coletivos, ao invés de se submeter aos interesses empresariais. Defender uma cidade mais humanizada, com ocupação e revitalização das praças nos bairros periféricos. Além de outras propostas que vamos elaborar coletivamente, dialogando com os setores da nossa sociedade”, explicou.

Para o presidente estadual da UP e pré-candidato a vereador por Maceió, Magno Francisco, a Unidade Popular é a grande novidade da política brasileira.
“Trata-se de um partido formado por um conjunto de movimentos sociais, herdeiro das Jornadas de Junho, que coletou 1,2 milhões de assinaturas de apoio a legalização sem contar com nenhum centavo da burguesia, ou seja, apenas com o ativismo voluntário de milhares de militantes espalhados pelo Brasil, defendendo medidas para resolver o problema da grave crise econômica do capitalismo e a construção do socialismo”, disse.

De acordo com o presidente da Unidade Popular (UP), Magno Francisco, não é difícil ou impossível estabelecer uma unidade dos partidos de esquerda na disputa a Prefeitura de Maceió.

“Para nós, da UP, essa unidade deve acontecer como resultado das lutas populares, resgatar um programa que enfrente as oligarquias, que aponte para o fim das privatizações nos serviços municipais e fortaleça ações da prefeitura para gerar emprego e renda, que indique a necessidade de municipalizar o transporte coletivo, para que o direito de ir e vir se já garantindo, ao invés de alimentar o baronato do transporte”, opinou.

Pré-candidato a uma das vagas na Câmara de Maceió, Magno Francisco defende a construção de um programa que atenda as mulheres trabalhadoras e garanta creche em tempo integral para as mães e seus filhos, que combata o extermínio da juventude negra nas periferias e que seja capaz de enfrentar as medidas “draconianas” do governo Bolsonaro, que tem repercutido diretamente na vida das cidades.

“A questão é que parte da chamada esquerda ainda se mantém ligada aos coronéis do Estado ou estão na expectativa de serem agraciados e abençoados por eles. A UP entende que a Unidade da esquerda deve se dar inclusive para além das eleições, é preciso unir o povo para derrotar Bolsonaro nas ruas e os seus candidatos nas urnas. A UP nasceu para lutar com o povo pobre e derrotar o fascismo. Queremos Unidade com quem tem esse mesmo compromisso”, concluiu o presidente da nova sigla.

Fonte: Thayanne Magalhães

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