Política

15 de janeiro de 2020 22:41

‘Praia de Milagres, Passo e Porto de Pedras precisam ter acesso livre’, diz Marx Beltrão

Deputado federal Marx Beltrão (PSD) anunciou uma série de medidas nesta quarta-feira

↑ Marx Beltrão (Foto: Edilson Omena)

A chamada Rota Ecológica, cenário paradisíaco do litoral norte de Alagoas que inclui praias dos municípios de Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, está enfrentando um problema causado pelo desenvolvimento desenfreado do turismo no local e alta concentração de hotéis: a falta de acesso da população às praias.

Hotéis de pousadas de luxo, que geram empregos e aquecem a economia da região, ao se instalarem ergueram muros e cercas que vem dificultando o acesso ao mar por parte de moradores, pescadores e de turistas não hospedados nestes estabelecimentos. Por isso, para alterar este cenário, o deputado federal Marx Beltrão (PSD) anunciou uma série de medidas nesta quarta-feira (15).

“Sempre defendi o turismo. E quero deixar bem claro que os hotéis e pousadas dos municípios de Passo do Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras merecem apoio e ofertam serviços de excelência. Mas estes empreendimentos não podem “privatizar” o acesso à praia. Estive lá no último fim de semana e o que vi é lamentável. Turistas que não são hóspedes dos hotéis, pescadores, bugueiros e até moradores só tem acesso ao mar por meio de becos estreitos e murados, vielas com cercas, vergonhosas micro passagens. Até a imprensa nacional noticiou este absurdo. A praia é de todos e o acesso tem que ser livre. Vou acionar o MPF, a Secretaria do Patrimônio da União, o Conselho da APA da Costa dos Corais e quem mais for necessário. Esta distorção precisa ser corrigida” disse o deputado por meio de sua conta no Instagram.

No último domingo (12), o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem de título “Construção desenfreada de hotéis isola praia em São Miguel dos Milagres”. Assinada pelo repórter João Valadares, o texto cita que ”impressão é a de que se construiu um presídio bem na beira da praia” e que “o muro que assusta turistas e prejudica moradores foi erguido a menos de 15 metros de uma pequena área de mangue. A norma ambiental diz que a distância precisa ser respeitada”.

Fonte: Assessoria

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