Política

10 de novembro de 2019 19:32

Manuela D’Ávila vai à Bienal e fala sobre livros, Lula, fake news e impunidade

Ex-deputada federal palestrou para centenas de pessoas no bairro de Jaraguá

↑ Centenas de pessoas no Jaraguá acompanharam a palestra de Manuela D'Ávila - Foto: Edilson Omena

A ex-deputada federal, ex-candidata à vice-presidência da República e jornalista Manuela D’Ávila esteve em Maceió neste domingo (10) para uma palestra na 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que acontece no bairro de Jaraguá. No local, Manuela foi recebida por centenas de pessoas e aproveitou para falar também sobre seus livros. Antes da palestra, a ex-deputada federal concedeu entrevista à imprensa.

“Fiquei bastante feliz pelo sucesso do evento [Bienal Internacional do Livro de Alagoas]. Acho que esta é uma belíssima resposta ao momento que o Brasil vive, de pessoas frequentando um espaço público onde os livros são as estrelas. É uma resposta ao tempo de restrição às manifestações artísticas e culturais. Estou lançando dois livros, aqui em Alagoas e nacionalmente: ‘Revolução Laura’ e ‘Por que lutamos? Um livro sobre amor e liberdade’”, disse Manuela, logo no início da entrevista.

Manuela D’Ávila foi candidata à vice-presidência da República na chapa do candidato pelo PT, Fernando Haddad, e comentou sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu achei um presente dos deuses estar no Nordeste logo após a liberdade do Lula para festejar a sua liberdade com o povo nordestino. Na semana que vem, eu vou ao congresso nacional do PT e imagino que esse seja o ponto de partida das mobilizações do presidente Lula. Acho que ele deve organizar as suas caravanas. Sei que ele deve participar da posse do novo presidente da Argentina, pois foi convidado e imagino que ele aceite esse convite. É um momento importante para a esquerda entre os democratas da América Latina. Isso foi o que eu ouvi dizer, pois não conversei com ele sobre a sua agenda ainda”, afirmou a ex-deputada.

Durante a coletiva, Manuela falou sobre o atual momento político do país e disse, citando o caso Marielle Franco, que se preocupa com a impunidade no Brasil. “Nenhum promotor nunca é punido quando erra, por exemplo. Tem deputado que erra e quando o deputado erra, ele é cassado. Outro exemplo, ninguém está preocupado com a família da Marielle Franco. Tem uma parlamentar negra que foi executada no dia 14 de março de 2018. O mundo inteiro quer saber quem matou. Tem indícios que levam a vizinhos, porteiro e amigos do presidente da República e o Brasil precisa saber quem fez. Acho que essa é uma das urgências do Brasil relacionada à impunidade”, disse.

A ex-deputada também comentou sobre a situação da esquerda brasileira e sobre a situação trabalhista no país, além de falar sobre as fake news. “Em todos os lugares que vou, está lotado de gente sempre. Fomos para o segundo turno presidencial mesmo com um monte de fake news contra mim. Me chamavam de ‘poste do poste’. Diziam que o meu candidato, que tinha sido o prefeito da maior cidade da América do Sul era um poste. Diziam que o outro que ficou lá por anos e nunca aprovou um projeto de lei e mal sabe falar e se tornou presidente da República nunca seria um poste. Talvez porque poste consiga ter luz, não é?”, disse Manuela.

Após a coletiva, Manuela foi palestrar para um grande público que tomou a frente da Associação Comercial de Maceió, na Rua Sá e Albuquerque. A ex-deputada foi recebida com euforia, aplausos e gritos de “Lula livre”.

Fonte: Reportagem: Rívison Batista

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