Política

19 de outubro de 2019 09:33

Considerado foragido, ex-secretário se entrega

Jardel Aderico está em uma ala no Presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió

↑ Jardel Aderico é investigado por participar de um suposto esquema que teria beneficiado a Secretaria de Educação da Paraíba (Foto: Divulgação)

O ex-secretário de Estado da Prevenção à Violência (Seprev) Jardel Aderico era considerado foragido da justiça há pouco mais de dez dias após o desencadeamento da Operação Calvário. Aderico se entregou na última quinta-feira (17) e foi encaminhado a uma ala especial do Presídio Baldomero Cavalcanti, localizado na parte alta de Maceió.

Segundo investigações apontadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), Jardel Aderico seria integrante de uma organização criminosa, beneficiado em esquema que envolvia contratos com unidades de saúde e de educação da Paraíba, num suposto desvio que ultrapassaria R$ 1 bilhão. Aderico, que chefiou a Pasta no governo Teotonio Vilela (PSDB) deve responder por corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

O MP Estadual colaborou com apoio às ações, que cumpriu 28 mandados de prisão e de busca e apreensão contra acusados de corrupção. A quinta fase da Operação Calvário foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e a Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa, órgãos do Ministério Público da Paraíba.

A suposta organização criminosa atuou, objetivamente, para alavancar a captação de recursos ilícitos e, assim, proporcionar a estabilização financeira e permanência dos membros do grupo que atuava, de forma delituosa, nas administrações públicas.

A participação de Jardel Aderico no esquema se deu por meio de pagamentos indevidos que ultrapassavam as cifras de R$ 4 milhões para que ele pudesse fornecer livros para a Secretaria Estadual de Educação da Paraíba.

“A J.R. Araújo Desenvolvimento Humano Eireli/Editora Inteligência Relacional, cuja propriedade pertence atualmente a Jardel Aderico da Silva, teria contribuído com pagamentos de propina e firmado, entre 2014 e 2018, contratos com o Estado da Paraíba, mediante inexibilidade de licitação, no montante de R$ 66.773.136,00 [sessenta e seis milhões, setecentos e setenta e três mil, cento e trinta e seis reais]”, diz trecho da decisão judicial.

A Operação Calvário aconteceu em três municípios da Paraíba e nos estados de Alagoas, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Com base na representação feita pelo Ministério Público da Paraíba, a Justiça determinou a expedição de três mandados de prisão preventiva em desfavor de Ivan Burity de Almeida, Jardel Aderico da Silva e Eduardo Simões Coutinho.

A defesa do ex-secretário não se manifestou, até o fechamento desta edição, sobre as acusações.

Fonte: Tribuna Independente / Editoria de Política

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