Política

18 de outubro de 2019 08:39

Comissão recebe recursos de candidatos a conselheiros tutelares

Eleição em Maceió é alvo de denúncias de irregularidades; MP Estadual e CMDCA acompanham situação

↑ Promotor Ubirajara Ramos informou que o MPE recebeu denúncias de irregularidades na eleição (Foto: Assessoria)

A Comissão Eleitoral do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Maceió deve apresentar até a quinta-feira (24) o resultado da investigação de possíveis irregularidades na eleição do Conselho Tutelar, que ocorreu no último dia 6.

A informação é da presidente da comissão, Nair Quintela. Em entrevista à Tribuna Independente, ela explicou que o conselho municipal recebeu recursos apresentados por candidatos que se sentiram prejudicados com o resultado da eleição e que agora terão o prazo de cinco dias úteis para analisar.

“Estaremos analisando e depois de cinco dias uteis nós vamos responder a todos”, disse Nair, que destacou ainda que espera que a eleição não seja anulada. Durante esse período de análise das denúncias, os candidatos acusados de cometerem irregularidades tem o direito apresentar suas defesas.

Em Maceió, 11 promotores de justiça foram responsáveis pela fiscalização da eleição. A coordenação foi do promotor Ubirajara Ramos, que também é coordenador do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público Estadual (MPE).

À Tribuna, o promotor relatou que o órgão não recebeu nenhum pedido de anulação da eleição, mas que algumas denúncias de irregularidades foram feitas junto ao Ministério Público. Ele pontuou que dentre as mais citadas estão a compra de voto, propaganda no dia do pleito e condições das urnas. “Eu pedi a impugnação de um dos candidatos eleito, porque no caso dele foi comprovado através de filmagem que ele se utilizou de propaganda no dia da eleição, que era conduta vedada e sujeita o candidato a perda do mandato ou da inscrição, não tomará posse”.

Sobre a questão da compra de voto, o promotor destacou que é muito difícil haver a comprovação. Já em relação a condição das urnas, Ubirajara Ramos disse que o problema foi que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não disponibilizou urnas eletrônicas solicitadas pelo MPE e pela Prefeitura de Maceió.

“Nós fizemos eleição com urnas de lona porque o TRE não forneceu as urnas eletrônicas, apesar do esforço que o MPE fez, que o próprio município de Maceió fez. Essas urnas de lona que há muitos anos deixaram de serem usadas, então tinha urnas rasgadas e que o Conselho tentou remendar para poder usar, urnas enferrujadas. Então isso aí é uma questão na minha avaliação que não é motivo para anular eleição porque foram as urnas que foram fornecidas para a eleição. Se anular essa e for fazer outra vai dar no mesmo”.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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