Política

20 de setembro de 2019 10:59

Centrais sindicais realizam atos contra política ambiental e ‘desmonte do Estado’

Manifestações coincidem com assembleia da ONU que discutirá a situação da Amazônia

↑ Em Maceió, manifestantes se concentraram na Praça do Centenário, no Farol (Foto: Sandro Lima)

Em protesto diante da assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o meio ambiente, diversas centrais sindicais convocaram atos no país, nesta sexta-feira (20), para denunciar a atual política ambiental do Governo Federal e o que chama de “desmonte do Estado” provocado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em Maceió, a manifestação ocorreu na Praça do Centenário, no bairro Farol. Também ocorre ato em Arapiraca.

Mas não só a questão ambiental está sendo abordada nas manifestações, tanto que este dia 20 de setembro foi chamado de “Dia Nacional de Paralisações e Manifestações em defesa do meio ambiente, direitos, educação, emprego e contra a reforma da Previdência”.

De acordo com Rilda Alves, presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas, a ideia é aproveitar a atenção internacional dada ao Brasil por causa das questões climáticas e das queimadas na Amazônia e expor as demais demandas econômicas e de direitos.

“Este ato foi construído através das centrais sindicais, pegando a atividade da ONU, que vai discutir a Amazônia e o meio ambiente. Também queremos denunciar o desmonte que o Brasil vem sofrendo na Previdência, com as privatizações, perdas de direitos e aumento do desemprego. Mesmo sabendo que houve uma queda, mas é muito pequena e não se sente isso na base, nas ruas”, explica. “Esses atos unem todas as bandeiras de luta da classe trabalhadora com a discussão ambiental para dar foco internacional a elas”, completa.

Mas não só de pautas nacionais as mobilizações em Alagoas são compostas. Segundo Consuelo Correia, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), os atos também trazem cobranças ao Governo do Estado e às prefeituras, com a de Maceió.

“Também temos uma pauta local, que não é diferente da pauta nacional, que é a desvalorização dos servidores públicos. Não temos recomposição salarial, nem na rede estadual nem na municipal. Ao contrário, temos é pressão dentro do espaço escolar para focar em bater metas a fim de melhorar o censo do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]”, diz. “O Governo do Estado assumiu compromisso de que se melhorassem as metas do Ideb, os trabalhadores receberiam uma bonificação. Isso foi mandado para a Assembleia, mas só para garantir premiação ao Município e não aos servidores, para os gestores gastarem tudo da forma que bem entenderem. Isso deixou todos indignados”, comenta a presidenta do Sinteal

Fonte: Tribuna Hoje / Carlos Amaral

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