Política

18 de setembro de 2019 08:59

Maioria da bancada de Alagoas é favorável à CPI

Cinco dos nove deputados federais assinaram criação de comissão que investigará a Lava Jato

↑ Para Marx Beltrão, não há necessidade de CPI para investigar a Lava Jato, já para Tereza Nelma, reportagens revelaram irregularidades (Fotos: Edilson Omena/arquivo)

Cinco dos nove deputados de Alagoas assinaram o requerimento favorável à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Jato, protocolada na última quinta-feira (12), na Câmara dos Deputados. Dos parlamentares alagoanos, não participaram da criação da Comissão apenas Marx Beltrão (PSD), João Henrique Caldas, JHC, do PSB, Nivaldo Albuquerque (PTB) e Severino Pessoa (PRB).

A publicação de conversas entre procuradores da força-tarefa da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, pelo portal The Intercept Brasil, Folha de S.Paulo, UOL, El País Brasil e o jornalista Reinaldo Azevedo, expôs conluio entre os integrantes do Ministério Público e o Judiciário. Os parlamentares adeptos à CPI alegam que a operação agiu fora da lei.

Para Marx Beltrão, líder da bancada alagoana no Congresso Nacional, a Lava Jato necessita de melhoramentos, mas ela é fundamental ao país. “Acredito que como toda e qualquer ação, a Operação Lava Jato necessita de aperfeiçoamentos. Mas é inegável a contribuição histórica que esta Operação deu ao combate a corrupção no Brasil”.

De acordo com o parlamentar, há alguns itens da operação Lava Jato com os quais ele não concorda como, por exemplo, alguns excessos em algumas conduções coercitivas – mas que não vê a necessidade de se mobilizar o Congresso em uma CPI sobre esta Operação.

“Acho que de modo republicano, mesmo que com críticas, o Congresso precisa apoiar a Lava Jato. Eu apoio a Operação e por isso não assinarei o requerimento desta CPI. Inclusive, a Lava Jato deveria ser ampliada investigando suspeitas de corrupção em instituições como o BNDES”, conclui Marx Beltrão.

Já o deputado JHC, diz haver outras prioridades no Brasil que uma CPI para investigar a Lava Jato.

“Considero que existem outras prioridades em um país com 13 milhões de desempregados, problemas generalizados na saúde e infraestrutura”, diz o líder do PSB em Alagoas.

Para Tereza Nelma, país precisa de respostas

 

A deputada federal Tereza Nelma (PSDB) assinou o requerimento pela criação da CPI para investigar os bastidores da Operação Lava Jato. Para ela, a comissão é um passo importante para apurar os bastidores da operação Lava Jato. “Fui favorável para que haja justiça real e que possam ser investigadas possíveis ações abusivas entre procuradores da Operação Lava Jato e do então Juiz Sérgio Moro”.

Para a deputada, é preciso investigar se houve ou não violação dos princípios do direito e da ética judicial. Ela garante não se tratar de um ataque direto à Lava Jato, mas sim à forma como a operação foi conduzida. “Queremos o julgamento justo de todos e o combate eficaz aos corruptos. Mas não concordamos com prisões políticas disfarçadas”.

Ainda segundo Tereza Nelma, após a divulgação das mensagens entre os procuradores e Sergio Moro, “não há como negar que as mensagens existem, avaliadas por publicações sérias”. A tucana afirma que é preciso dar resposta a vários questionamentos que surgiram após a divulgação das conversas e a seletividade apresentada.

“Precisamos saber a verdadeira relação existente entre Sérgio Moro e os membros da força-tarefa da operação no Ministério Público Federal de Curitiba, dirigido pelo procurador Deltan Dallagnol. A verdade precisa vir à tona. Precisamos encarar a realidade, seja ela qual for”, conclui a deputada.

Fonte: Tribuna Independente / Jairo Silva

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