Política

29 de julho de 2019 10:30

Por reajuste salarial, sindicatos de servidores municipais realizam protesto em Maceió

Trabalhadores reclama que Prefeitura quer 0% na data-base deste ano; entidades descartam greve

↑ Sindicalistas protestam por reajuste salarial (Foto: Sandro Lima)

Sindicatos de servidores municipais de Maceió realizaram um protesto na Avenida Fernandes Lima, principal via da capital alagoana, na manhã desta segunda-feira (29) para cobrar reajuste salarial da Prefeitura. Segundo eles, a proposta da gestão é, mais uma vez, 0%.

“Eles falam que a Prefeitura está quebrada, mas a gente já provou, por meio de relatórios contábeis, que a Prefeitura tem condições de dar a reposição tranquilamente”, afirma Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maceió e Região Metropolitana Estadual de Alagoas (Sindspref).

Sidney Lopes, presidente do Sindspref (Foto: Sandro Lima)

Ainda de acordo com ele, a Prefeitura de Maceió tem se negado a negociar. Entre outras razões, por ter o Poder Judiciário a seu favor.

“[A Prefeitura] nem liga [para as negociações] porque se fizermos greve o Judiciário é a favor deles. Por isso, não adianta fazer greve. Não temos agenda com a Prefeitura. Teve uma reunião antes no início do mês e ficou para se ter outra reunião no dia 9 com o prefeito [Rui Palmeira, PSDB], mas até agora nada”, diz Sidney Lopes.

O presidente do Sindspref descarta o recurso da greve este ano.

“Não vamos fazer greve este ano. O servidor é refém do Judiciário. A gente faz uma greve e o Judiciário bota 79% pros professores trabalharem. É covardia”, comenta Sidney Lopes.

SINTEAL

Para a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia, a Prefeitura trata os servidores municipais com perversidade.

“Viemos mais uma vez às ruas denunciar o prefeito caloteiro, que quer dar 0% para o conjunto dos servidores municipais. Viemos denunciar toda a forma perversa como este governo nos trata”, reclama. “A gente vem denunciar a falta de pagamento por progressões, por mérito, tem progressão por titulação com 4, 5 anos, devida… direito conquistado em lei, mas o prefeito não respeita”, completa Consuelo Correia.

Consuelo Correia, presidenta do Sinteal (Foto: Sandro Lima)

A presidenta do Sinteal ressalta os projetos de lei enviados à Câmara Municipal de Maceió que alteravam o Plano de Cargos e Carreiras dos servidores, assim como o Estatuto do funcionalismo da capital alagoana.

“Eles apresentaram um PL este ano que destruía o Plano de Cargos e Carreiras para que tivesse um mote para não garantir percentual de reposição salarial, mas apresentamos um relatório que provamos que a Prefeitura tem condições de valorizar os servidores”, comenta Consuelo Correia.

Segundo ela, os maceioenses já percebem as falhas da Prefeitura na oferta dos serviços públicos.

“A população sabe muito bem como ela está desassistida das políticas públicas, principalmente da educação e da saúde”, afirma Consuelo Correia.

PREFEITURA

O portal Tribuna Hoje entrou em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) e recebeu uma nota da Secretaria Municipal de Gestão (Semge). Confira abaixo na íntegra:

NOTA – SEMGE

A Prefeitura de Maceió informa que vem mantendo o diálogo com as diversas lideranças sindicais, ouvindo os pleitos e avaliando o que pode ser atendido de imediato e a longo prazo. Quanto à condição financeira do Município, os números foram apresentados, os quais apontam a inexistência da folga financeira alegada por alguns sindicatos, que simplesmente ignoram nas suas contas o custo com a previdência municipal. A Gestão tem o compromisso de olhar a todos, garantindo a manutenção do pagamento da folha não apenas dos servidores ativos, mas também, e sobretudo, dos aposentados e pensionistas. Enquanto isso, a Gestão também tem a clareza de que tem feito tudo ao seu alcance para promover a valorização dos servidores municipais, o que garantiu a concessão de reajustes e a implantação de progressões na carreira em percentual acima da inflação nos últimos seis anos, com um aumento médio de 7,50% ao ano, enquanto a inflação no mesmo período ficou em média no percentual de 5,92% ao ano.

Fonte: Tribuna hoje / Carlos Amaral

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