Política

23 de maio de 2019 08:28

Presidente de CEI da Câmara Municipal diz que ANM não fiscalizou a Braskem

Comissão aguarda que o órgão envie relatórios os trabalhos em Alagoas entre 2012 e 2019

↑ Francisco Sales se reuniu com representante da ANM na Câmara (Foto: Edilson Omena/arquivo)

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Maceió se reuniu nesta quarta-feira (22) na sede da Casa, em Jaraguá, com o gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM), Francisco Bispo para tratar sobre pontos do relatório que apontou a Braskem como responsável pelos problemas de rachaduras nos bairros do Bebedouro, Mutange e Pinheiro.

Após a reunião, o presidente da CEI, o vereador Francisco Salles (PPL), decidiu enviar uma solicitação ao Ministério de Minas e Energia pedindo esclarecimento sobre os motivos de a  ANM de ter deixado o departamento regional em Alagoas com apenas nove funcionários, que por consequência não realizaram as devidas fiscalizações dos trabalhos da Braskem no estado.

Para Francisco Salles, a ANM é tão culpada quanto a Braskem no problema que está ocorrendo no Pinheiro, Bebedouro e Mutange. O vereador ressaltou que a reunião deixou evidente a inoperância da Agência Nacional de Mineração para fiscalizar uma empresa como a Braskem.

“O relacionamento delas era o seguinte: a Braskem fingia que estava sendo fiscalizada e a ANM fingia que estava fiscalizando. Nove funcionários para poder fiscalizar toda Alagoas? Se a gente tivesse hoje um órgão fiscalizando a Braskem, nada disso poderia estar acontecendo. A empresa estava operando realmente sem nenhum órgão fiscalizando e deu nisso tudo. Mas, que possamos daqui pra frente achar as soluções para tudo isso”.

O presidente da CEI disse que o próximo passo agora será ouvir a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), como também solicitar uma reunião com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL).

“Além disso, vamos ouvir os ex-superintendentes da ANM. Precisamos não só do culpado, mas também dos órgãos que eram para estar fiscalizando a Braskem e não fiscalizaram durante esses anos”, destacou Francisco Salles, acrescentando que a ANM pode ser responsabilizada da mesma forma que a Braskem, podendo também ter seus dirigentes presos.

A CEI ainda solicitou que a ANM regional apresente os relatórios de fiscalização da Braskem entre os anos de 2012 e 2019, dentro do prazo de 72 horas. Assim como os relatórios de sonar, que atestam a estrutura dos poços de exploração.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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