Política

22 de maio de 2019 08:34

CEI da Câmara Municipal aguarda ANM, CPRM e Crea para concluir parecer

Vereadores querem ouvir órgãos sobre exploração da Braskem em Maceió

↑ Francisco Sales (Foto: Edilson Omena/arquivo)

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) sobre as causas das rachaduras e afundamentos dos bairros Pinheiro, Bebedouro e Mutange da Câmara Municipal de Maceió (CMM) segue no aguardo da Agência Nacional de Mineração (ANM, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de Alagoas para concluir seu parecer.

Segundo o vereador Francisco Sales (PPL), presidente da CEI, os parlamentares ainda não ouviram os dois órgãos e os aguardam até a próxima semana. “Mas queremos ouvi-los já para amanhã [quarta-feira, 22]. Nosso parecer sai em até duas semanas. É o tempo de ouvi-los e analisarmos tudo”.

O parlamentar enfatiza que todos estão sendo convidados e não convocados.

Na terça-feira (21), o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) entregou os documentos sobre a Braskem à CEI. O compromisso de entrega destas informações ficou firmado na última reunião da Comissão, na última quinta-feira (16).

CREA

Sobre ouvir o Crea, Francisco Sales destaca que o motivo é saber quais eram as informações que a autarquia tinha sobre a situação dos poços de sal-gema no subsolo dos bairros Pinheiro, Bebedouro e Mutange, “uma vez que eles sempre defenderam a Braskem e agora sabemos da responsabilidade da mineração da empresa. Defendiam baseados em quê?”, comenta o vereador.

PRISÃO

Caso a CEI constate que as informações sobre a exploração dos poços de sal-gema em Maceió foram fornecidas erroneamente de forma dolosa, os vereadores podem pedir a prisão dos diretores da Braskem.

A empresa tem contestado o laudo da CPRM, divulgado no último dia 8 de maio, e vai questioná-lo na Justiça, inclusive.

TJ-AL

Ainda na segunda (20), o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) Tutmés Airan voltou a se reunir com diretores da Braskem para tentar encontrar uma solução à questão das indenizações. O magistrado quer evitar uma enxurrada de processos no Judiciário alagoano.

Para ele, o novo mapa de risco, a ser divulgado em breve, ajudará a garantir acordos entre empresa e moradores dos bairros Pinheiro, Bebedouro e Mutange.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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