Política

20 de maio de 2019 16:58

Marx Beltrão critica veto a turismo LGBT em Plano Nacional: “guerra ideológica infundada”

Deputado considerou postura da gestão intolerante e preconceituosa

↑ (Foto: Edilson Omena)

“Guerra ideológica infundada”. Com esta expressão o deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada alagoana em Brasília, classificou nesta segunda-feira (20) a decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro de retirar do Plano Nacional do Turismo os artigos que citam a necessidade de o Brasil estimular o turismo LGBT. O Plano, feito durante a gestão de Beltrão à frente do Ministério do Turismo, apresentava esta medida como uma entre várias em busca do desenvolvimento do turismo nacional.

Dados nacionais e internacionais apontam o turismo LGBT como responsável por cerca de 15% do faturamento do setor em todo o mundo. Em termos de viajantes, estima-se que 10% sejam de turistas LGBTs. Países como Estados Unidos, França, Reino Unido, Portugal e Espanha, que estão entre os que recebem mais visitantes em todo o mundo, possuem políticas públicas voltadas para o estímulo ao turismo e ao receptivo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros.

“Assim como nos cortes da Educação, tudo termina numa guerra ideológica infundada. Não há motivos claros, nem resposta coerente, para retirar do Plano Nacional do Turismo o fomento do turismo LGBT. O Plano é um documento sério, feito com base em estudos e pesquisas por especialistas, e principalmente referendado pelo setor como norte para políticas públicas na área rumo ao desenvolvimento econômico. Lamentável esta postura preconceituosa e, principalmente, intolerante e contrária a recepção de mais visitantes no Brasil” afirmou Marx Beltrão.

O texto do Plano Nacional do Turismo foi republicado como decreto na última semana pelo governo federal. E nesta republicação, somente o trecho que citava o turismo LGBT foi retirado. Além de criticar a medida, Marx Beltrão afirmou que vai levar o assunto à Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. “Política pública se faz com inclusão, não com segregação. Além disso, retirar o público LGBT do Plano é um retrocesso nas ações de governo voltadas à indústria do turismo nacional”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Assessoria

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