Política

15 de maio de 2019 08:38

Deputados criticam decisão da Braskem em paralisar fábricas

Empresa foi chamada de irresponsável durante sessão na Assembleia Legislativa Estadual

↑ Jó Pereira e Davi Davino Filho fizeram críticas após decisão da Braskem em parar os trabalhos em Alagoas (Fotos: Ascom/ALE)

A possibilidade da paralisação dos trabalhos da Braskem em Alagoas, como também a sua saída para o Espírito Santo foram temas repercutidos por alguns deputados na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) durante a sessão desta terça-feira (14). Usando a tribuna da Casa, a deputada Jó Pereira (MDB) chamou de chantagem o fato de a empresa querer paralisar suas atividades em Alagoas, após 44 anos de atuação, o que poderia gerar um problema economicamente ainda maior para o estado.

“Não podemos ser revitimizados pela mesma empresa mais uma vez. É necessário ter responsabilidade social e econômico com o estado de Alagoas. É importante frisar em razão da irresponsabilidade da extração mineral ao longo desses anos. Então, é necessário que a empresa tenha atitudes responsáveis para com o estado e para com o município de Maceió e não fique utilizando a condição de ser uma empresa economicamente importante como chantagem. Isso precisa ser tratado com muita responsabilidade”.

A fala da deputada foi dada após ela ter sido aparteada pelo colega Davi Davino Filho (PP) que criticou o fato de a empresa após ganhar muito dinheiro com a exploração do sal-gema em Alagoas querer paralisar seu funcionamento no estado. Para o deputado, essa atitude da Braskem é infantil e irresponsável.

“A Braskem passou quarenta anos explorando o nosso minério tendo lucros imensos, absurdos e do nada após receber uma acusação ela diz que vai fechar. Como fica os mais de 20 mil empregos diretos e indiretos gerados pela empresa, além de destruir várias famílias que estavam ali no Pinheiro, ela quer destruir a economia do nosso estado? Essa Casa precisa se posicionar mais ferrenhamente e para que a gente possa junto com o governo, o município de Maceió criar um gabinete de crises para que esse assunto do fechamento da Braskem possa ser discutido de uma forma mais séria, que ela depois de ficar uma empresa tão rica, tão sólida depois de explorar tanto dos alagoanos, dos maceioenses simplesmente fechar. Acho que é uma atitude infantil por parte da Braskem”, pontuou o parlamentar que disse não saber se essa atitude da empresa tem envolvimento com o mercado estrangeiro.

“Porque sabemos que a empresa é da Odebrecht, não sei se isso tem influência no mercado, e ela quis sanar esse sangramento, mas em Alagoas, nós que fazemos parte desse parlamento, não deixaremos a empresa tomar uma atitude tão infantil e tão contrária do que ela diz ser, dizendo que é uma empresa sólida”, concluiu.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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