Política

20 de março de 2019 08:01

‘Já tínhamos alertado’, diz presidente de sindicato sobre reajuste na conta de luz

Nestor Powell, presidente do Sindicato dos Urbanitários, diz que possibilidades de demissões podem causar riscos de acidentes de trabalho

↑ Para Nestor Powell, existe um acordo entre empresa e a categoria que proíbe a demissão em massa (Foto: Sandro Lima)

Em 45 dias o valor da tarifa de energia elétrica em alagoas sofrerá reajuste. O anúncio feito na segunda-feira (18) pela Equatorial Energia – que comprou a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) – já havia sido alertado pelo Sindicato dos Urbanitários de Alagoas ainda antes do leilão realizado em 28 de dezembro de 2018. Contudo, Nestor Powell, presidente da entidade, ressalta que um reajuste tarifário já estava previsto para setembro.

“Já tinha um reajuste previsto para setembro e agora fica a dúvida se a população alagoana sofrerá dois aumentos no valor da tarifa de energia. Setembro é o período de reavaliação tarifária. É o período normal, digamos assim. Mas assim que a empresa [Ceal] foi vendida, a Equatorial solicitou à Aneel um reajuste extraordinário e foi concedido”, diz. “Isso [reajuste] a gente já tinha alertado desde nossa mobilização contra as privatizações [2018] e está se confirmando. Portanto, não era nenhuma falácia nossa”, completa Nestor Powell.

Em setembro de 2018, o valor da tarifa de energia em Alagoas teve reajuste médio de 6,68%. Para as residências o percentual foi de 6,54%; indústrias, 6,89%.

RISCOS

Em relação às demissões, o presidente do Sindicato dos Urbanitários destaca o clima de ansiedade que tomou conta dos trabalhadores da antiga Ceal, inclusive podendo gerar risco de acidentes.

“Vem o PDV [Programa de Demissão Voluntária], mas num estado como o nosso, que não gera postos de trabalho, a situação é muito complicada. Há muita ansiedade sobre quem será demitido e temos muitos eletricistas na rua. Trabalhar com um clima desse pode até causar mais acidentes de trabalho. O risco aumenta”, comenta Nestor Powell.

Ele ressalta estar em vigor o último acordo coletivo da categoria, cuja validade é 30 de abril, que proíbe demissões em massa.

“Na Cepisa [também comprada pela Equatorial Energia], houve demissões em massa, mas lá também havia um acordo como o nosso e alguns regressaram aos seus postos de trabalho”, pontua.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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