Política

14 de fevereiro de 2019 07:44

Marcos Santos volta a ser alvo da PF

Operação da Polícia Federal recupera bens adquiridos supostamente com desvios de recursos operados pelo ex-prefeito de Traipu

↑ Ex-prefeito de Traipu está preso no Baldomero Cavalcanti após condenação por atos de improbidade e corrupção na prefeitura de Traipu (Foto: TNH1/Cortesia/Arquivo)

Uma operação deflagrada ontem (13) pela Polícia Federal (PF) nos municípios de Traipu e Feira Grande, localizadas na região Agreste de Alagoas, resultou na apreensão de um trator e uma carrocinha, fruto do cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão. As investidas policiais ocorreram a pedido do Ministério Público Federal (MPF), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Batizada como “Retomada”, a operação da PF tinha como objetivo recuperar os bens adquiridos com verbas públicas supostamente desviadas pelo ex-prefeito de Traipu, Marcos Santos.

O material apreendido foi encaminhado à sede do Ministério Público Federal em Arapiraca e para o Departamento de Estradas e Rodagens (DER). De acordo com a ação cautelar de indisponibilidade de bens preparatória de ação de improbidade, os recursos desviados eram do Fundeb (Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação) e do PNATE, o Programa Nacional de Transporte Escolar.

A reportagem da Tribuna Independente não conseguiu contato com a defesa do ex-gestor de Traipu para tratar sobre a operação.

O ex-prefeito Marcos Santos foi preso em dezembro de 2018 após condenação no pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF 5), pelos crimes de responsabilidade, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, em esquema de desvios milionários.

As fraudes foram descobertas durante uma fiscalização (Operação Carranca) realizada pela Controlaria Geral da União (CGU) que identificou os desvios por meio das empresas de construção civil Alvorada Construções Ltda., Construtora Alagoense Ltda., Metropolitana Const. e Comércio Ltda., Construtora Cavalcante Ltda., J.J. Santos e Cia. Ltda. e Amazonas Construções Ltda.

Marcos Santos foi condenado a cumprir uma pena de 19 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Isso porque em maio de 2018 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, agravo regimental sobre recurso especial impetrado pela defesa de Marcos Santos. Ele permanece recluso no presídio Baldomero Cavalcante.

Fonte: Tribuna Independente / Luciana Martins

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