Política

19 de dezembro de 2018 09:04

Para Fiea, Paulo Guedes desconhece o Sistema S

José Carlos Lyra ressalta que é preciso subsidiar o futuro ministro com dados e números

↑ José Carlos Lyra cita que Sistema S é uma referência profissional (Foto: Sandro Lima)

O Sistema S foi idealizado na década de 1940 para promover capacitação de mão de obra, cultura e lazer para o trabalhador e que a partir do próximo ano deve sofrer algumas alterações por parte do novo governo.

Isso porque o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, determinou à sua equipe a meta de cortar pela metade os recursos que são repassados ao Sistema S, que inclui entidades como Sesi, Sesc e Senac, comandadas pelas confederações empresariais do País.  Sua recente declaração sobre o assunto foi a seguinte: “Tem que meter a faca no Sistema S”. A reportagem da Tribuna Independente procurou a assessoria de comunicação da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) para repercutir o assunto com o presidente José Carlos Lyra de Andrade.

No momento do contato com a assessoria, Carlos Lyra estava em Brasília, onde iria participar de reunião entre diretores da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). De lá, ele se manifestou sobre as declarações dadas por Paulo Guedes.

“Pelo pronunciamento que fez, acredito que o futuro ministro Paulo Guedes desconhece completamente tudo o que faz o Sesi e o Senai”. Carlos Lyra ressaltou ainda que esses recursos são usados na qualificação de mão de obra, mas também em benefício das famílias dos trabalhadores, citando como exemplo,  o ensino profissionalizante ofertado no Sesi e Senai.

“Vamos subsidiar o ministro Paulo Guedes com os números da indústria. Vamos mostrar o que faz do Senai o maior complexo de educação profissional da América Latina, e garante que o Sesi ofereça educação básica de excelência, promovendo saúde e segurança nas empresas”.

O Sistema S é um projeto custeado pela contribuição das empresas e que passou a ser administrado pelas federações patronais, que recebem uma espécie de “taxa de gestão”. Com isso uma parte das contribuições e tributos que as empresas pagam sobre a folha de pagamento é repassada para as entidades do Sistema S. O dinheiro deve ser usado para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Neste ano, foram repassados R$ 17,1 bilhões. Em 2017, R$ 16,5 bilhões.

Os gastos são todos executados pelo setor privado.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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