Política

14 de novembro de 2018 08:00

Servidores de Maceió encerram greve que durava quatro meses

Sindicatos já iniciam organização para campanha salarial de 2019, cuja data-base é o mês de janeiro

↑ Servidores encerraram a greve em Maceió após quatro meses de mobilização por reajuste salarial (Foto: Ascom/Sinteal)

Em assembleia realizada ontem (13), os servidores municipais de Maceió decidiram encerrar, formalmente, a greve deflagrada no dia 17 de julho. A reivindicação de reajuste salarial dos trabalhadores era de 15,41%, mas a Prefeitura concedeu apenas 3%, divididos em duas vezes.

Mesmo assim, os sindicatos com base no funcionalismo municipal já adiantam nova organização para pleitear reajuste em 2019. A data-base dos servidores já é em janeiro.

De acordo com Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maceió (Sindspref), na próxima segunda-feira (19), os sindicatos voltam a se reunir para traçar as reivindicações salariais para o ano que vem.

“Já vamos começar a nos organizar. Nossa data-base é em janeiro e vamos exigir que a Prefeitura pague o que deixou de fazer este ano, mais a inflação de 2018”, comenta Sidney Lopes.

Para Consuelo Correia, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), o movimento grevista foi vitorioso, já que no início das negociações a Prefeitura de Maceió acenou com 0% de reajuste salarial.

“Saímos da greve sem sentimento de derrota e sim com o de vitória porque conseguimos avançar de 0% para 3%. Não foi o reajuste que merecemos, para sermos valorizados enquanto servidores públicos, mas foi o que conseguimos conquistar dentro da atual conjuntura”, comenta a presidenta do Sinteal.

Ela destaca a aprovação de reajuste salarial, pela Câmara Municipal de Maceió, com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). O critério consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Município para o ano que vem.

“A gente quer ganho real e não só o IPCA. Queremos valorização”, diz Consuelo Correia.

GREVE

A greve dos servidores municipais, por imposição judicial, não se deu em 100%. As categorias paralisaram os serviços em 50%, exceto a educação, que manteve 75%  dos profissionais em atividade.

Os 15,41% de reajuste se referem à perda inflacionária de 2014, 2015, 2016 e 2017, anos em que os servidores não tiveram aumento salarial.

PREFEITURA

A reportagem da Tribuna Independente contatou a Prefeitura de Maceió que, por meio de nota, garante cumprir a proposta de 3% de reajuste, divididos em duas vezes.

“O Município buscou o equilíbrio entre a pauta dos sindicatos e o que a Prefeitura pode conceder sem comprometer a administração, principalmente no que diz respeito ao pagamento pontual da folha salarial”, diz a nota.

Contudo, a Prefeitura de Maceió não informou se já alguma proposta para 2019, já que a data-base dos servidores é em janeiro.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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