Política

14 de novembro de 2018 08:07

Hugo Wanderley denuncia furto de água em adutora

Municípios de Cacimbinhas, Major Izidoro e Batalha são alguns dos prejudicados

↑ Presidente da AMA, Hugo Wanderley informou que os órgãos de fiscalização já foram informados sobre as captações de água (Foto: Sandro Lima/arquivo)

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (MDB), usou as redes sociais para denunciar a ação de furto de água da adutora de Pão de Açúcar que abastece 18 cidades da região. Segundo Wanderley, esta situação vem causando graves problemas no abastecimento nos municípios.

No vídeo, Hugo Wanderley diz que as cidades de Cacimbinhas e Major Izidoro estão totalmente desabastecidas por culpa do que ele classifica como “verdadeiros bandidos” que estariam sangrando a adutora de Pão de Açúcar por meio de carros pipas e de grandes cisternas, vendendo a água ilegalmente para os moradores da região.

O que vem acontecendo segundo relato do presidente Hugo Wanderley, em entrevista para a reportagem da Tribuna Independente, é de que “marginais mercenários” estão furtando a água e tentando vender por preços exorbitantes.

“Sabemos que temos um abastecimento precário no município. Nós dependemos da adutora de Pão de Açúcar e sempre quando nós passamos esse tipo de dificuldade, esse pessoal, esses marginais e mercenários se aproveitam da situação para fazer a venda ilegal de água. Eles sangram a adutora, tem pessoas que tem grandes cisternas e vendem água pelo custo exorbitante de R$ 250, R$ 300, impossibilitando que a água chegue à cidade e que o abastecimento seja regularizado novamente. Já atuamos em outros momentos com o Ministério Público Estadual [MPE] e a Casal, mas é muito difícil de conter porque é uma indústria que movimenta dinheiro com a desgraça dos outros”.

Ele explica que a ação já vem sendo monitorada e que providências serão tomadas, mas que o trabalho dessas pessoas está descarado, algumas situações apontando que existem até frotas de caminhões para cometer as ilegalidades. Outros prefeitos também estão passando pela mesma dificuldade.

“Eu dei mais um recado para ver se eles param, se temem. Assim a água  chega nos municípios”.

Moradores precisam desembolsar quantias de R$ 20 a R$ 200

 

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, informa que prefere não dar mais detalhes sobre as ações de pessoas que estão prejudicando o abastecimento de água em municípios do Sertão.

Wanderley diz que esta postura é de cautela para que o Ministério Público Estadual chegue aos envolvidos e punições sejam aplicadas.

“Na última semana tinha mais de 10 caminhões pipa à beira da pista sangrando a adutora, principalmente no trecho que vai de Major Izidoro ao município de Batalha. Isso é uma prática que não é só lá. O prefeito de Ouro Branco também fez um desabafo na Associação dos Municípios Alagoanos”.

Hugo Wanderley ressalta ainda que os municípios alagoanos vêm passando por momentos difíceis, tendo que manter o funcionamento dos órgãos públicos com a utilização dos carros pipa.

“Os órgãos públicos estão sendo abastecidos por carro-pipa, escolas, postos de saúde, todas as repartições públicas para que os serviços não parem. Enquanto isso, a população passa sede porque quem é que pode pagar R$ 250 em um caminhão pipa? Comprar um tambor de água a R$ 20? É um ato desumano. E quem sofre mais é o povo pobre, pois tem filhos que não estão indo para a escola por não ter água para sequer tomar banho”, argumenta o presidente da AMA.

Hugo Wanderley garante que a entidade seguirá vigilante para mostrar aos órgãos de fiscalização quem está promovendo uma verdadeira desordem na questão do desabastecimento dos municípios alagoanos.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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