Política

13 de novembro de 2018 08:24

Família de Baixinho Boiadeiro contrata perito

Sergio Hernandez examinou arma usada na morte do vereador Tony Pretinho

↑ Sergio Hernandez vê falhas em perícia no assassinato de parlamentar (Foto: Edilson Omena)

Às portas de completar um ano do assassinato do vereador de Batalha Tony Carlos Silva de Medeiros, conhecido como Tony Pretinho, a defesa de José Márcio Cavalcante, o Baixinho Boiadeiro, diz que irá provar que ele não foi o responsável pelo crime. Para isso, os advogados contarão com a assistência técnica do perito Sergio Hernandez, famoso pelo caso do menino Bernardo, morto no Rio Grande do Sul, em 2014.

A família contratou o perito para tentar provar que a arma utilizada no assassinato de Tony Pretinho não pertencia a Baixinho Boiadeiro. Nesta segunda-feira (12) foi realizado um exame de micro comparação balística no Instituto de Criminalística (IC) para verificar o calibre das armas que teriam sido usadas no crime que ocorreu em dezembro do ano passado.

“Basicamente além de acompanhar a perícia, irei fazer um laudo particular, tanto a perícia do local para levantar algumas falhas, contextos para confirmar os fatos. O perito fala que ele não consegue, por exemplo, estimar as dinâmicas dos fatos porque a vítima foi socorrida. Isso não é verdade, porque tem indícios. O perito se baseia em que? Sangue, tiros, ângulos, tem que colher as manchas de sangue, dos ângulos para poder saber a movimentação da vítima, do agressor e falar que dinâmica foi essa. Soube que ele usou um argumento que não se usa na ciência, a vítima foi socorrida. Isso não tem fundamento cientifico”, explica Sergio Hernandez.

O perito disse ainda a pericia vai ser tanto no estojo (material da bala) como no projétil, para identificar de forma indireta a arma de fogo. Ele explica ainda que o prazo para o resultado é de 10 dias, mas que pode ser entregue antes.

“Não se sabe a dinâmica da troca de tiros. O local não foi preservado. Legalmente tem prazo de 10 dias, o perito disse que vai tentar agilizar para apresentar esse laudo ainda nessa semana. A finalidade é derrubar uma hipótese de que a arma de calibre 9 mm estava com Baixinho. Não há nenhuma prova hoje no processo que fale que efetivamente ele estava com essa arma. Na época não foi definido quem estava com a arma. Como o José Emílio falou que estava com a uma arma de calibre 380 registrada, o delegado supôs que as outras duas armas estavam com baixinho e com as outras pessoas  que supostamente estavam junto com ele trocando tiros, mas esse fato nunca foi comprovado, até hoje”, completa Sergio Hernandez.

Advogados pediram perícia no início do processo

 

Os advogados da família, Mabylla Loriato, Edmilson Silva e Raimundo Palmeira explicaram que a perícia da arma estava sendo solicitada desde o início do processo. Eles defendem e querem comprovar que a arma utilizada por Baixinho no confronto com José Emílio Dantas – no dia 9 de novembro de 2017, após o assassinato de seu pai, Neguinho Boiadeiro – é uma .45 e não uma 9mm, arma apontada pelo Polícia Civil como usada para matar Tony Pretinho.

Mabylla Loriato afirma que não se apurou a quem pertenciam as armas usadas no confronto entre Baixinho Boiadeiro e José Emílio Dantas (Foto: Sandro Lima)

Segundo a advogada, a Promotoria ofereceu denúncia contra José Emílio por porte de arma de fogo, mas não se apurou a quem pertencia as usadas na troca de tiros.

“A autoridade policial, à época, não tomou os cuidados de apurar quem pertencia cada arma. A acusação de que Baixinho é o autor do assassinato do Tony é uma prova derivada da cena da troca de tiros com o José Emilio. Então há necessidade de se apurar como realmente aconteceu o confronto entre eles, para que se possa chegar ao processo do Tony. Como a arma do Baixinho é uma .45 nós a apresentamos para comprovarmos essa afirmação que nós fazemos à imprensa desde o começo”, explica Mabylla Loriato.

De acordo com Raimundo Palmeira, o assassino de Tony Pretinho já devia estar em Batalha, tomada por policiais por causa da morte de Neguinho Boiadeiro.

“Batalha estava sitiada e não tinha como alguém entrar ou sair do município. Então, Baixinho não tinha como ter retornado. Ele é padrinho de uma das filhas do Tony e eram amigos”.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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