Política

28 de setembro de 2018 08:19

Governo de Bolsonaro acabaria com 13º

Proposta foi anunciada pelo candidato a vice, general Mourão, durante palestra em que criticou ainda o adicional de férias

↑ General Mourão, vice de Bolsonaro, em palestra no CDL gaúcho (Foto: Divulgação)

O general da reserva Hamilton Mourão, vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), classificou o direito dos trabalhadores ao 13º salário como “uma mochila nas costas de todo o empresário”. Em palestra no Clube dos Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul, Mourão criticou o que seria uma “jabuticaba” da legislação trabalhista brasileira: “Se a gente arrecada 12 por que pagamos 13? É complicado”, disse. A fala está registrada em vídeo publicado no YouTube e revelado pelo Blog da Denise, no jornal Correio Braziliense.

Na mesma palestra, Mourão criticou outra “jabuticaba”, o direito ao adicional de férias. “É o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais. É uma visão dita social com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, afirmou ao garantir, num eventual governo de sua chapa a “ implementação séria da reforma trabalhista”.

Ao contrário do que afirma Mourão, o 13º salário não é uma excentricidade brasileira. Benefícios semelhantes são concedidos aos trabalhadores de países como Alemanha, México e Áustria. Em Portugal o chamado subsídio de Natal é exatamente como o brasileiro, um salário a mais pago em dezembro.

Ao defender a necessidade de uma reforma tributária, o vice de Bolsonaro lembrou da recente fala do economista da campanha, Paulo Guedes. Na semana passada,

Guedes afirmou que pretende criar um imposto de renda único, com alíquota de 20% para todas as pessoas, sejam físicas ou jurídicas.

Isso significa que, se a proposta for aprovada, o trabalhador que ganha 1.500 reais, o que ganha 8 mil reais ou o empresário que fatura 150 mil por mês pagarão o mesmo imposto de renda de 20%.

Dias depois o próprio Bolsonaro desfez a fala ao dizer que a alíquota única valeria apenas para quem ganha mais cinco salários mínimos, cerca de 5 mil reais.

Fonte: Tribuna Independente / Editoria Brasil

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