Política

15 de setembro de 2018 12:41

Cientista política comenta sobre desistência de Collor

Por meio de redes sociais, Luciana Santana publicou um ''espécie'' de análise e avaliou não ter sido surpresa a desistência do candidato

↑ O senador Fernando Collor informou na noite desta sexta-feira (14), a desistência de seu nome para a corrida pelo Governo do Estado (Foto: Divulgação)

O senador Fernando Collor do Partido Trabalhista Cristão (PTC), informou na noite desta sexta-feira (14), a desistência de seu nome para a corrida pelo Governo do Estado. De acordo com o pronunciamento, a desistência estava relacionada a falta de apoio por parte de alguns  candidatos da chapa . O PTC havia oficializado a candidatura de Collor em convenção do partido no dia 5 de agosto. A chapa majoritária era em coligação com o PSDB, partido do candidato ao vice-governador Kelmann Vieira, que atualmente é vereador por Maceió

Por meio de rede social, a cientista política, Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), publicou uma análise do cenário e fez alguns questionamentos. Para ela, apesar da interrogação momentânea, a decisão já era uma hipótese que tinha aventado quando, de forma também repentina, ele aceitou ser o candidato da principal chapa de oposição. Era preciso aguardar um pouco mais para compreender essa situação.

O  porque não foi uma surpresa a desistência de Collor ao governo? Santana ressaltou que: “Diferentemente da eleição para senado de 2006, quando conseguiu ser eleito com poucos dias de campanha, para o governo em 2018 sua campanha dependia, em grande medida, de uma coesão de forças dos partidos apoiadores em torno do seu nome. Isso não ocorreu, pelo contrário. Como o início da campanha ele se deparou com cisões internas e oposições de todas as ordens na sua própria chapa. Ademais, ficou muito evidente que, se quisesse ir para o “tudo ou nada” teria que bancar sozinho parte considerável da sua campanha. Além de uma vitória quase impossível, teria que arcar com os ônus do desgaste de sua imagem ocasionada por discursos pouco incoerentes sobre o governo que fez parte até o mês passado, carretadas esvaziadas, críticas de políticos de sua própria chapa, alta rejeição nas pesquisas de intenção de voto, dentre outros. Soma-se a isso, não podemos desconsiderar a costura de acordos (envolvendo políticos da oposição e da situação) nos bastidores para que essa decisão fosse tomada”, avaliou

Ainda de acordo com a cientista política, a eleição no estado volta ao estágio inicial.

“A meu ver, a decisão de desistir foi acertada e a eleição no estado volta ao estágio do início do mês de agosto. A perspectiva é que Renan Filho seja reeleito de forma muito tranquila no dia 07 de outubro. E mais que isso, com chances de ser o candidato a governador que atingirá, proporcionalmente, a maior votação no país. E com grandes chances de reeleger o pai para o senado e manter maioria de sua base na Câmara dos deputados e na Assembleia Legislativa. A outra vaga para o Senado ainda é imprevisível, mas tudo caminha para que seja ocupada por um novato na disputa pelo cargo”, destaca Luciana Santana em sua rede social.

Luciana comenta ainda as candidaturas de Josan e Basile, e afirma a importância delas para o processo democrático. E afirma que elas tem representado propostas legítimas. “Seja à esquerda ou à direita – aspiradas por uma parcela da população. Como não se trata de preferência política, mas sim de uma análise sobre a corrida eleitoral, sinto-me confortável no meu papel de apresentar uma análise isenta e coerente com as preferências que o eleitor tem apresentado”, explica.

Luciana Santana, por meio de rede sociais analisou o cenário atual (Foto: Sandro Lima)

O partido não informou se vai apresentar um outro nome para a candidatura. A Justiça Eleitoral tem até o dia 17 de setembro para julgar todos os pedidos de registro de candidatos que vão concorrer ao pleito.

Fonte: Da Redação

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