Política

30 de agosto de 2018 07:50

PSOL usa redes sociais para subir nas pesquisas em Alagoas

Dos candidatos 'nanicos' ao governo, apenas Basile tem usado as redes sociais com frequência para divulgar suas propostas

↑ Basile e o PSOL investem nas redes sociais e no corpo a corpo (Foto: Edilson Omena)

Das três candidaturas ao Governo de Alagoas que aparecem com percentuais baixos nas pesquisas de intenções de votos realizadas pelos institutos Ibrape e Ibope, apenas o PSOL tem sido bastante atuante nas redes sociais.

Com apenas 16 segundos no guia eleitoral na TV, Basile Christopoulos tem apresentado as suas propostas de campanha, atividades eleitorais e divulgado vídeos de apoiadores na internet, por meio do Instagram, Facebook e Twitter. O uso das redes sociais aconteceu antes mesmo de seu nome ter sido confirmado na convenção do partido.

Já a campanha de Josan Leite (PSL) ainda é bastante tímida nas redes sociais. O candidato contou a reportagem da Tribuna Independente que ainda não investiu nada com postagens impulsionadas na internet e que suas atividades nas redes sociais ainda estão em fase de testes.

“Ainda não gastamos nenhum centavo de impulsionamento. Nós começamos a fazer os testes de apresentação sem impulsionar porque ainda não tínhamos recebido os dados da conta bancária que precisam estar vinculada. Somente a partir dessa semana é que iremos começar a fazer esse tipo de postagens patrocinadas”, informou Josan Leite.

Mesmo a reportagem não tendo conseguido falar por telefone com o candidato Melquezedeque Farias (PCO), foi feita uma busca pelo nome dele tanto no Facebook quanto no Instagram para saber como o candidato está conduzindo sua campanha nas mídias sociais.

No Facebook, as últimas postagens Melquezedeque Farias Rosa não apresentam nenhuma proposta de governo, nem pedidos de votos. No Instagram, o nome do candidato sequer aparece nas buscas feita pela reportagem.

Para quem está com um percentual muito pequeno das intenções de votos, além do pouco tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio, tem que apostar nas redes sociais e na campanha corpo a corpo. Neste caso, Basile também sai na frente dos outros dois candidatos Josan e Melquezedeque.

Enquanto Josan Leite aguarda o material gráfico para começar a sua campanha nas ruas, visitando os bairros de Maceió e as cidades do interior de Alagoas, Basile está com a agenda cheia de atividades de campanha, como panfletagens e sabatinas.

Além das redes sociais e da campanha junto ao eleitorado, Josan aposta que sua candidatura também vai crescer com o apoio dos eleitores que votam no candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, do PSL, mesmo partido que o seu.

“Acredito que quem vota no Bolsonaro, também votará em mim. As pessoas já começaram a nos procurar para saber como podem nos ajudar. Elas já se dispuseram a mandar vídeo em apoio a minha candidatura”, contou o candidato ao governo estadual em entrevista à reportagem da Tribuna Independente.

“Candidatos não têm como fugir da tecnologia”

 

“A bola da vez para uma campanha política são as redes sociais. Não tem como fugir e quem não estiver fazendo uso delas, não vai engrenar”, declarou o professor universitário especialista em redes sociais, Raphael Araújo.

De acordo com ele, as últimas regras impostas pela Justiça Eleitoral fizeram com que toda a campanha fosse voltada para o virtual, uma vez que o tempo de espaço publicitário, se comparado ao que tinha antigamente, é muito curto.

Os candidatos que ainda não fazem uso das redes sociais nas suas campanhas amargarão grandes prejuízos, foi o que contou o especialista.

“A presença digital é importante para fortalecer a imagem do candidato e sem as redes sociais os candidatos não vão conseguir tem uma abrangência e massificar a ideologia do que ele prega enquanto candidato. O que vai exigir mais do trabalho de corpo a corpo, pois o candidato não está em todos lugares, mas a rede social está. Daí, a sua importância”, explicou.

“Ao invés de o candidato estar em 35 bairros em sua semana, ele consegue está em 35 bairros numa live [ao vivo das redes sociais] e otimizar o tempo”, ressaltou.

Raphael Araújo chama a atenção para a importância dos candidatos serem assessorados por profissionais e não por amadores porque existem regras, propostas e metodologias para estar na internet.

“Rede social não é só postar uma foto, um vídeo. Tem a linguagem da web. A do Facebook não é a mesma do Instagram, e consequentemente não é a mesma que vai para o Youtube, e assim sucessivamente”, esclareceu o professor, acrescentando que o candidato deve entender onde está seu público e quem são seus eleitores para produzir conteúdos direcionados.

O especialista ouvido pela Tribuna Independente informou que quem ainda não iniciou sua campanha nas redes sociais não terá um bom alcance, a não ser que ele utilize a partir do poder de  compartilhamento no Whatsapp.

Fonte: Tribuna Independente / Andrezza Tavares

Comentários

MAIS NO TH