Política

17 de agosto de 2018 12:48

Renan Filho: ‘Baixamos impostos e aumentamos arrecadação’

Governador, Renan Calheiros e Maurício Quintella – candidatos ao Senado – expuseram suas propostas aos membros da Associação Comercial de Maceió

↑ Renan Filho defende sua política fiscal a membros da Associação Comercial de Maceió (Foto: Sandro Lima)

Esta sexta-feira (17) foi a vez dos candidatos majoritários da coligação encabeçada por Renan Filho (MDB) participar de café da manhã com os membros da Associação Comercial de Maceió, em Jaraguá. Além do governador, também expuseram suas ideias para o setor os candidatos ao Senado Maurício Quintella (PR) e Renan Calheiros (MDB), este em busca da reeleição.

Antes de iniciarem suas falas para um salão completamente lotado, os três conversaram com a imprensa sobre a importância do evento e do início da campanha eleitoral. Para o governador Renan Filho ali estavam segmentos importantes para a economia alagoana.

“É, acima de tudo, uma nova oportunidade para a gente discutir as questões de Alagoas com segmentos importantes para o desenvolvimento da nossa economia, aquilo que a gente precisa fazer para impulsionar mais o estado. Alagoas tem muitas potencialidades e elas vêm sendo aproveitadas ao longo do [nosso] governo”, destaca o governador.

Ele também exalta êxito de sua política econômica e aponta como parâmetro o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas em comparação com o do país.

“Em 2017, enquanto o Brasil cresceu apenas 1%, Alagoas cresceu 2,99%. Três vezes a média nacional. Com muita alegria eu volto à Associação Comercial para fazer um dos primeiros eventos da campanha política, que se abre agora”, diz. “Temos feito vários investimentos para o segmento do comércio. Quero citar, por exemplo, o Ronda no Bairro no Centro [de Maceió], que é o principal centro comercial de Alagoas, com mais de cinco mil empregos diretos e que tem, com mais segurança, potencializado as vendas. Isso é um tipo de política pública que ajuda o comércio a avançar”, completa Renan Filho.

Talvez por reflexo do dia anterior, quando o candidato oposicionista ao Governo do Estado, Fernando Collor (PTC), classificou a política fiscal de Alagoas como “feroz”, o governador destaca as isenções tributárias que concedeu nos últimos quatro anos.

“Também vamos tratar de tributação, incentivo fiscal, legislação federal, para que a gente encontre caminhos para que o comércio de Alagoas continue se destacando. Em algumas áreas, somos referência para o Brasil, a exemplo do nosso incentivo fiscal para o setor atacadista, considerado o melhor do país, e que tem trazido investimentos para Alagoas e transformado o estado no principal centro de distribuição do Nordeste”, afirma Renan Filho.

Logo no início de sua fala aos membros da Associação Comercial de Maceió, ele voltou ao assunto.

“Baixando impostos, nós conseguimos aumentar a arrecadação. Exemplo dos setores atacadista, do combustível de avião e ceramista. Também aumentamos o teto do Simples e isso diminuiu a sonegação e aumentou a arrecadação vinda dos pequenos negócios”, diz o governador.

SENADO

Os dois candidatos ao Senado da chapa encabeçada pelo governador Renan Filho possuem leituras diferentes sobre a realidade brasileira e as recentes políticas adotadas pelo Governo Federal, com destaque à reforma trabalhista.

Maurício Quintella: ‘Não defendo Estado mínimo nem Estado máximo’ (Foto: Sandro Lima)

Maurício Quintella também destaca sua passagem pelo Ministério dos Transportes, agora no governo de Michel Temer (MDB). “Acabei de passar pelo Ministério dos Transportes e acredito que um dos vetores para o desenvolvimento do país e do setor produtivo como um todo é o investimento em infraestrutura e fizemos muito aqui em Alagoas, a exemplo da dragagem do Porto de Maceió”, aponta à imprensa antes de iniciar sua fala aos membros da Associação Comercial.

Em seu discurso, o candidato ao Sendo pelo PR defendeu o teor da reforma trabalhista, implantada pelo governo Michel Temer.

“Eu não defendo Estado mínimo nem Estado Máximo. Defendo o Estado ideal. Para mim, esse é aquele que não interfere, ou interfere o mínimo possível, na economia e nas relações entre empregador e empregado. Por isso destaco os avanços da reforma trabalhista”, diz Maurício Quintella.

Já o senador Renan Calheiros entende que esta reforma retira direitos dos trabalhadores e a classifica – assim como a previdenciária – como “irresponsável”.

“Ela é perversa com o trabalhador. Esta reforma estimula a demissão, achata os salários e desemprega mais. O problema da competitividade e da redução de custos não vai se resolver com reforma trabalhista. Em relação à Previdência, como ela vai se sustentar se 27 milhões de pessoas estão precarizadas e não contribuem com ela?”, afirma Renan Calheiros.

Para ele, é preciso criar mecanismos econômicos que estimulem o consumo para geração de riqueza. Renan Calheiros também criticou a paralisação de obras federais. “O Brasil é um cemitério de obras. São mais de 20 mil paradas”.

Renan Calheiros: ‘Governo Federal optou pela recessão’ (Foto: Sandro Lima)

Ainda antes de discursar aos membros da Associação, o emedebista afirma à imprensa que o atual Governo Federal optou pela recessão econômica.

“O Brasil vive um momento de crise econômica, agravada porque o Governo Federal fez opção pela recessão e isso precarizou a economia e flexibilizou direitos. Desempregou as pessoas e hoje temos quase 14 milhões de desempregados e mais de 27 milhões de trabalhadores precarizados”, afirma Renan Calheiros.

Fonte: Tribuna Hoje / Carlos Amaral

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