Política

31 de julho de 2018 08:14

TRE e WhatsApp discutem fake news

Empresa explica que somente postagens de mídia e acessadas pela versão web do aplicativo podem ser detectadas

↑ Representantes do Tribunal Regional Eleitoral e do jurídico do aplicativo debateram as notícias falsas (Foto: Edilson Omena)

Combater as notícias falsas – ou como estão popularizadas, as fake news. Foi com este intuito que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se reuniu ontem (30), em sua sede localizada no bairro do Farol, com duas representantes do aplicativo WhatsApp. Devido à complexidade da comprovação das postagens, um novo encontro será agendado.

O trâmite das demandas eleitorais precisa ser resolvido em, no máximo, 48 horas. O cumprimento deste prazo é uma das preocupações do TRE. De acordo com as representantes da empresa, só é possível identificar a origem das postagens – somente mídias – se o download for realizado pelo modo web (pelo computador de mesa). “Pelo celular não há como detectar as postagens por causa de nossa criptografia”, explicam as representantes do aplicativo durante a reunião com o TRE.

Segundo elas, que não deram entrevista por não terem sido autorizadas pelo Whatsapp, cada postagem com mídia gera um código identificador e daí é possível detectá-la e retirá-la do ar. Além disso, é preciso que o número de telefone – com o DDD – seja fornecido à empresa. Sem isso, afirmam, não tem como excluir nada do aplicativo.

Daí a preocupação com o tempo para o cumprimento de sentenças, caso seja necessária a exclusão de alguma postagem. Contudo, as representantes do Whatsapp garantem que a empresa está se estruturando para dar respostas às decisões judiciais em 24 horas.

Na avaliação de Gustavo Mendonça Gomes, desembargador eleitoral, a reunião com representantes do aplicativo foi positiva.

“Já vínhamos nos preparando para esse pleito, inclusive a reunião com o WhatsApp nos deu subsídios técnicos para entendermos a forma correta de como cumprir futuras ordens judiciais para retirada de conteúdos considerados ilícitos pela Justiça Eleitoral. Estamos nos preparando para podermos decidir corretamente”, comenta.

TEXTO

Se as mensagens alvos de ação judicial forem de texto, elas não poderão ser excluídas porque não geram código de identificação. Ou seja, por escrito, as notícias falsas têm mais liberdade de circular.

AÇÃO

Quem mover ação para retirar postagem do Whatsapp terá de fazer print da mídia e enviar o link – aberto pela versão web – à empresa antes ou em paralelo à abertura de processo junto à Justiça Eleitoral. A reunião com o TRE foi proposta pelo Whatsapp.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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