Política

21 de julho de 2018 09:53

Convenções partidárias: partidos se organizam por bancadas

Legendas alagoanas priorizam, neste período de convenções, fortalecer as coligações para eleger representantes na ALE e Câmara

↑ Gustavo Pessoa acredita que o eleitorado cansou de votar nos mesmos e não se sentir representado (Foto: Sandro Lima)

O período de convenções partidárias teve início na última sexta-feira (20) e o cenário de indefinição persiste na grande maioria das pré-campanhas. Com 27 vagas para Assembleia Legislativa do Estado (ALE) e nove para Câmara dos Deputados, em Brasília, as legendas estão numa intensa mobilização para formar bancadas. Para isso, dependem de acordos, coligações e formações de chapas viáveis às respectivas candidaturas.

Com base nesta conjuntura, a reportagem da Tribuna Independente, consultou lideranças partidárias para saber como está se dando as arrumações políticas para o pleito deste ano.

O MDB do governador Renan Filho, comumente é responsável por ter uma grande bancada na ALE. Atualmente, conta com oito dos 27 deputados. O secretário-geral do partido em Alagoas, Ricardo Santa Ritta, explicou que o quadro hoje, ainda é totalmente indefinido, devido a definição das coligações e a composição adversária. “Essas questões só depois da convenção”, garantiu.

Para a Câmara Federal, o MDB deve depositar todas as suas expectativas na eleição de Isnaldo Bulhões, que atualmente é deputado estadual, mas segundo informações dos bastidores vem forte para a disputa por uma das nove vagas em Brasília, principalmente por ter o respaldo do governador Renan Filho.

Em Brasília, o MDB contava apenas com um parlamentar, Marx Beltrão (PSD), que durante a janela partidária deixou o partido, pois pensava e sonhava com o Senado Federal.

APOSTA

Um dos partidos que apresentou nome para a disputa ao Governo do Estado foi o PSOL, que aposta no professor de Direito, Basile Christopoulos. Em entrevista recente para a Tribuna Independente, o presidente do partido em Alagoas e pré-candidato a deputado estadual, Gustavo Pessoa, afirmou que a legenda está confiante que vai eleger um ou dois deputados estaduais.

Ele entende que há uma insatisfação generalizada com o Poder Legislativo e que essa rejeição vai se expressar na busca por alternativas nas urnas.

“Acreditamos que a votação na nossa legenda será expressiva e irá surpreender principalmente aqueles que acham que podem continuar utilizando os mesmos mecanismos de sempre para controlar os espaços de poder. Vivemos outros tempos. O eleitor quer ter protagonismo. O eleitor se cansou de ser agente passivo de uma democracia representativa que já não atende suas expectativas. Acredito nas minhas chances e dos meus companheiros. Acredito nos potenciais individuais dos nossos candidatos.”

Quanto mais deputados, maior o poder político para barganha

Ainda na expectativa de apresentar um nome viável para a disputa contra Renan Filho (MDB), o bloco da oposição tradicional – PSDB, DEM, PP e Pros – parece ainda não ter uma estratégia pensando na eleição proporcional. Dentro dessas quatro legendas estão nomes como Arthur Lira, que vai tentar a reeleição na Câmara Federal, mesma situação do tucano Pedro Vilela. Já o DEM viu seu pré-candidato a uma das vagas em Brasília, Thomaz Nonô praticamente desistir do pleito, faltando apenas o próprio Nonô oficializar.

Presidente do Pros em Alagoas e deputado estadual, Bruno Toledo, ainda não definiu se segue para tentar a reeleição ou se disputa uma das nove vagas para Câmara Federal.

CONFIANTE

O PRTB, do advogado Adeilson Bezerra, costuma em todas as eleições reunir um bloco de partidos ditos pequenos para conseguir vagas na Assembleia Legislativa e Câmara. E por consequência e matemática política, consegue. Para a reportagem da Tribuna, o líder partidário garantiu que o grupo deve eleger seis deputados estaduais e um deputado federal.

Adeilson Bezerra faz junção de partidos pequenos para assegurar mandatos na ALE e Câmara Federal (Foto: Sandro Lima)

Anunciado no início do mês, o bloco partidário denominado Frente Alagoana do Bem (FAB), liderado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e que conta ainda com PTC, PSDC, PPL, PSC e Patriota, de momento, terá apenas candidatos a deputados e ao Senado.

João Caldas (PSC) confirmou ainda que a estimativa da chapa é de eleger dois deputados federais e quatro deputados estaduais.

BARGANHA

Para fazer uma análise sobre essa organização dos partidos para as eleições deste ano, a reportagem da Tribuna consultou a cientista política, Luciana Santana. Ela explicou que quanto mais deputados eleitos, mais forte o partido se torna e consequentemente maior o poder de barganha junto ao governador eleito.

“Se o partido estiver disposto a se integrar a coalizão de governo, ele poderá pleitear secretarias, o que significa manejar recursos, tomar posição sobre elaboração e execução de políticas públicas, dentre outros”.

Segundo o calendário eleitoral, todas as coligações partidárias terão que estar definidas e homologadas em convenções partidárias até o dia 5 de agosto, tendo em vista que os pedidos de registros das candidaturas terão que ser entregues à Justiça Eleitoral, até o dia 15 de agosto.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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