Política

17 de julho de 2018 08:31

Servidores municipais de Maceió entram em greve nesta terça (17)

Após rejeitarem 3% de reajuste salarial, trabalhadores cruzam os braços a partir desta terça; 50% dos serviços seguem funcionando

↑ Sidney Lopes teme que a greve dos servidores da capital alagoana seja considerada ilegal na Justiça (Foto: Sandro lima/Arquivo)

Esta terça-feira, 17 de julho, marca o início da greve dos servidores municipais de Maceió, após meses de negociação salarial com a Prefeitura. Os trabalhadores pedem 15,41% de reajuste – somatórios dos anos de 2014 a 2017 sem aumento –, mas o prefeito Rui Palmeira (PSDB) só avançou até 3%. Os sindicatos exigem que a nova remuneração seja retroativa a janeiro deste ano por causa de sua data-base; a gestão só volta até o mês de junho.

Detalhe: a paralisação será de 50%. Segundo Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), os grevistas decidiram se antecipar.

“Na outra greve um desembargador a considerou ilegal porque tínhamos que manter 50% dos serviços em funcionamento, mesmo a lei federal dizendo 30%”, explica Sidney Lopes.

Os servidores municipais se reúnem nesta manhã no Clube Fênix Alagoana e de lá seguem em manifestação pela capital alagoana. Os destinos prováveis são a sede da Prefeitura de Maceió, em Jaraguá, ou a Secretaria de Finanças, no Centro.

“Vamos nos reunir para definir para onde vamos”, resume o presidente do Sindspref.

AVANÇO

Mesmo com o início da greve dos servidores municipais, Sidney Lopes reconhece avanços na negociação com a Prefeitura.

“Saímos de zero para 3%, pagos de uma vez. Mesmo sem o retroativo a janeiro, já é um avanço”, comenta. “Inclusive, os dirigentes dos sindicatos aceitaram a proposta, mas as bases que rejeitaram. Daí, vamos à greve”, completa o presidente do Sindspref.

JUSTIÇA

Sidney Lopes teme que o Judiciário decrete a greve como ilegal.

“Acredito que a Justiça vai decretar a greve como ilegal, porque vai avaliar só o percentual ofertado. Ele [prefeito] está dando 3% e a inflação de 2017 foi 2,95%. A Justiça não vai olhar se tem ou não retroativo. E da outra vez a justiça julgou sem nos ouvir”, relata o presidente do Sindspref.

PREFEITURA

A reportagem contatou a Prefeitura de Maceió para saber se haverá nova rodada de negociação ou nova proposta de reajuste.

Em nota, ela diz que “começou a receber as comunicações oficiais sobre a decisão de greve de alguns sindicatos. A partir de agora, a Procuradoria Geral do Município fará a análise jurídica e alinhará junto à Secretaria Municipal de Gestão qual deve ser o procedimento quanto aos encaminhamentos da gestão municipal sobre o assunto”.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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