Política

11 de julho de 2018 15:50

Servidores da Prefeitura rejeitam proposta e definem greve geral em Maceió

Movimento está unificado desde maio último, reivindicando reajuste salarial de 15,41% para todo o funcionalismo público

↑ Assembleia ocorreu nesta quarta (Foto: Assessoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas)

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió realizou, na manhã desta quarta-feira (11), uma grande assembleia geral no Clube Fênix Alagoana. O movimento está unificado desde maio último, reivindicando reajuste salarial de 15,41% para todo o funcionalismo público. A mobilização vem crescendo, e agora decidiu entrar em greve geral.

Com data-base em janeiro, as categorias realizaram mobilizações separadas desde o início do ano, mas como não houve diálogo por parte da prefeitura, em maio várias categorias resolveram unificar a luta. Além da educação, representada pelo Sinteal, estão no movimento as categorias de guardas municipais, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos, servidores da saúde ligados ao Sindprev e ao SindsPref, além de trabalhadoras/es do quadro geral da prefeitura. O movimento tem o apoio da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas.

Durante a assembleia, as lideranças apresentaram à plenária a última proposta apresentada pela Prefeitura de Maceió, de 3% (três por cento), com implantação retroativa a junho para todas as categorias. A avaliação é que o percentual representa um avanço mínimo, insuficiente, já que antes da unificação a prefeitura estava irredutível na proposta de 0% (zero por cento). “Provamos que com luta e mobilização podemos, sim, enfrentar essa prefeitura e seus desmandos. Avaliamos os números, provamos que existem recursos financeiros, e vamos continua pressionando. A negociação avançou, sim, mas ainda está muito longe do que merecemos. Por isso, a luta vai aumentar!”, disse Consuelo Correia, presidenta do Sinteal.

O percentual de 15,41% que está sendo exigido não é um número aleatório, ele representa a soma da perda acumulada pelos servidores desde 2014, considerando que a obrigação do gestor é implantar reajuste de, pelo menos ,o mesmo índice do IPCA (que tem que ser com retroatividade a janeiro de 2018), o que não vem acontecendo na gestão atual. Insatisfeita, a categoria tentou negociar de todas as formas, por vários canais de negociação, mas chegou ao limite e decretou greve geral na assembleia de hoje.

A greve começa na próxima terça-feira (17 de julho), com uma grande assembleia unificada no Clube Fênix, a partir das 8h30 da manhã. O comando unificado de greve já foi estabelecido, e vai organizar as mobilizações e lutas.

Fonte: Assessoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas

Comentários

MAIS NO TH