Política

8 de julho de 2018 14:34

Mídia tradicional tenta vincular desembargador Favreto  ao PT

↑ Desembargador Rogério Favreto

A mídia tradicional formada pelos grandes veículos de comunicação do país (Grupo Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja) lançaram, na tarde deste domingo (8)  uma campanha de desmerecimento ao juiz do Tribunal Regional Federal da quarta região, Rogério Favreto que autorizou a soltura do ex-presidente Lula, preso há três meses na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, por decisão do juiz de primeira instância e  comandante da Operação Lava Jato, Sérgio Moro. A Globo News escalou, com urgência, seus colunistas para afirmar que o magistrado que pediu a liberdade do petista foi militante do Partido dos Trabalhadores há 20 anos e que ocupou cargos durante o governo petista.

A Folha de São Paulo se encarregou de rastrear o currículo do desembargador  na internet para expor aos leitores e descreveu o magistrado como filiado ao PT em dezembro de 1991, mas que  se desfilou em 2010 antes de se transformar em juiz.Hoje, ele é um dos relatores de processos cíveis da Lava Jato na corte de Porto Alegre, responsável por rever as decisões da primeira instância de Curitiba. O tribunal ainda não analisou o mérito de nenhum deles, que tramitam de forma mais lenta que os criminais.Como atua na área cível do TRF-4, Favreto não julgará o recurso apresentado por Lula no processo criminal relativo ao tríplex de Guarujá.

Gaúcho de Tapejara, o juiz tem se colocado como voz dissonante a respeito da operação na corte. Ao contrário do relator dos processos criminais, João Pedro Gebran Neto, que exalta os efeitos da operação, Favreto é crítico, em decisões e declarações, aos procedimentos adotados pela força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba e por Moro. Passou a defender que um magistrado não pode se contaminar “pela opinião pública” ou ter medo de ser “contramajoritário”. “Vejo muitos colegas em todas as áreas, especialmente no Ministério Público, mas também na magistratura, muito seduzidos porque vai ter uma divulgação, vai ter uma visibilidade e isso vai contaminar e tirar a credibilidade da sua decisão”, disse à Folha. Era advogado antes de ser nomeado por Dilma Rousseff ao TRF, em 2011, escolhido em lista tríplice.

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