Política

29 de maio de 2018 07:54

Greve dos caminhoneiros afeta serviços nas prefeituras em Alagoas

Hugo Wanderley aponta para possibilidade dos municípios arcarem com conta dos acordos entre governo e caminhoneiros

↑ Hugo Wanderley cita que o principal problema tem sido o abastecimento para as demandas municipais (Foto: Sandro Lima/arquivo)

A paralisação dos caminhoneiros afetou os serviços dos municípios alagoanos, ao ponto de as prefeituras terem de racionar quais deles serão prestados. Além disso, muitas cidades contam com um ou dois postos de combustível para abastecer o poder público e a população. Para Hugo Wanderley (MDB), presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), a conta dos acordos entre caminhoneiros e Governo Federal pode cair no colo dos prefeitos.

“Os serviços estão extremamente afetados, especialmente no interior e nos municípios mais longes”, comenta o presidente da AMA, que é prefeito de Cacimbinhas. “Na saúde, a gente fez contingenciamento de gasolina no posto que abastece a Prefeitura para ambulâncias, mas o estoque só resiste até quarta-feira. Mas acredito que, segundo informações que temos, chegará combustível antes. Alguns tipos de tratamento e outras questões menos urgentes já estão prejudicadas. Isso é Cacimbinhas, mas existem municípios em situação pior”, relata.

Para Hugo Wanderley, os acordos feitos pelo Governo Federal vão impactar as contas dos municípios.

“Vão acabar pagando um preço alto porque se tem feito muitas concessões com o chapéu alheio, zerado a Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] e propondo outras concessões que impactam diretamente os municípios”, afirma.

“Teremos impacto grande no FPM [Fundo de Participação dos Municípios] e no ICMS, que em cima do consumo, abalado há mais de uma semana. Mesmo assim entendemos como legítima a manifestação dos caminhoneiros. O Governo precisa estabelecer um critério para os reajustes, não dá para ficar desse jeito”, diz Hugo Wanderley.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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