Política

28 de maio de 2018 10:37

Manifestantes bloqueiam Fernandes Lima pedindo intervenção militar

Protesto acontece em frente ao Quartel do Exército e provoca longas filas

↑ Protesto em Maceió pediu intervenção militar no país (Foto: Sandro Lima)

Dezenas de manifestantes bloquearam na manhã desta segunda-feira (28), uma das principais avenidas de Maceió. Eles pedem intervenção militar imediata do Governo em frente ao 59º Batalhão de Infantaria Motorizada – Quartel do Exército na Fernandes Lima.

A movimentação é intensa acontece desde ontem (domingo) na área militar. Uma multidão se reuniu na via em frente ao batalhão, onde protestam pacificamente pedindo que as Forças Armadas hajam em favor da sociedade.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) está no local e restringiu o tráfego de veículos à faixa azul.

Apesar do número pequeno de manifestantes, o transtorno é enorme, uma vez que a Fernandes Lima interliga as principais vias da cidade. Há relatos de pessoas ‘presas’ há mais de uma hora no trânsito da região. Não há previsão de liberação.

Muitos manifestantes estão com bandeiras, cartazes e faixas pedindo a intervenção militar.

O protesto ocorre em momento de crise nacional com a greve dos caminhoneiros e crescente apoio da população contra o governo.

INTERVENÇÃO MILITAR

As Operações de Garantia da Lei e Ordem (GLO) com o uso das Forças Armadas foram autorizadas pelo Governo Temer na última sexta-feira, dia 25, com o objetivo de desbaratar a greve dos caminhoneiros por ter estruturas e efetivos espalhados por todo o país. O decreto publicado na mesma data, dá poder de polícia para as Forças Armadas em todo o país, até o dia 4 de junho.

O decreto também tem respaldo do Judiciário. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União e autorizou o governo a remover manifestantes que estejam bloqueando vias ou estejam protestando nos acostamentos das pistas.

Os procedimentos de uma operação GLO estão definidos em um manual do Ministério da Defesa, publicado em 2013.

Em nota, o Ministério da Defesa disse que as Forças Armadas só atuariam para garantir a “distribuição de combustíveis nos pontos críticos”, fazer a “escolta de comboios”, proteger “infraestruturas críticas” e desobstruir as vias próximas a refinarias de petróleo e centros de distribuição de combustíveis. “O emprego das Forças Armadas será realizado de forma rápida, enérgica e integrada”, dizia o texto.

Fonte: Tribuna Hoje / Com agências

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