Política

23 de março de 2018 15:00

Cientista político diz que Maurício Quintella agiu corretamente em candidatura ao Senado

Para Ranulfo Paranhos, ministro dos Transportes garantiu candidatura sem traição

↑ Maurício Quintella vai indicar nome para Seinfra e está certo para ser o segundo voto para o Senado (Foto: Sandro Lima / Arquivo)

A confirmação da presença de Maurício Quintella (PR) na chapa para a reeleição do governador Renan Filho (MDB) na quarta-feira (21) – apesar de ventilada há algum tempo – ajudou a aumentar o discurso de que o principal grupo de oposição, com PSDB, PP, DEM e PROS, se desmonta e muita gente pode ver essa movimentação de Quintella como traição, mas para o cientista político Ranulfo Paranhos, isso não é bem assim.

À reportagem da Tribuna Independente, a assessoria de comunicação do PSDB informou que avalia a ida de Quintella para a base governista de Renan Filho de forma tranquila.

“O PSDB avalia com serenidade todas as movimentações políticas em curso visando as eleições de 2018, embora ainda é cedo para considerar definidos quaisquer quadros de alianças”, diz a nota.

O prefeito Rui Palmeira (PSDB) anunciou no último dia 12 de março, por meio de vídeo nas redes sociais, que não seria candidato a nada neste ano e que terminaria seu mandato no comando do Poder Executivo da capital alagoana.

CACOS

“Não foi traição do Quintella. O grupo do Rui se esfacelou. Quando o grupo perde um candidato competitivo, abre espaço. Some isso ao fato de Maurício Quintella, que tinha uma proposta de concorrer de fato ao Senado, com a probabilidade menor de o Benedito de Lira [PP] fazer aliança com o Renan Calheiros. Além da fragilidade da campanha do Marx [Beltrão, MDB], tão indecisa quanto da Rui”, analisa Ranulfo Paranhos em contato com a Tribuna Independente.

Na avaliação do cientista político, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil agiu corretamente e aproveitou o momento para garantir sua candidatura ao Senado.
“A ida dele [ao grupo de Renan Filho] foi a melhor estratégia que ele tinha. Maurício já vem fazendo pré-campanha para o Senado há certo tempo e quando o Rui esfacela o projeto do outro grupo, quebrou as pernas do Maurício por tabela. E do outro lado há uma campanha estabilizada, com os dois principais nomes indo pra a reeleição”, completa Ranulfo Paranhos.

BENEDITO

Se Maurício Quintella conseguiu garantir sua candidatura ao Senado num palanque competitivo, o mesmo, segundo o cientista político, não pode ser dito do senador Benedito de Lira.

“Ele vai ter de criar uma campanha com caráter de governo para disputar o Senado. Ficou muito ruim para o Benedito de Lira. Até a desistência do Rui, ele contava com o uso da estrutura de uma campanha para o Governo de Alagoas e ir à reboque. Mas, e agora, que não tem mais, como ele vai fazer?”, pontua Ranulfo Paranhos.

Agora, a coligação que apoiará a reeleição do governador conta com 18 partidos, excluindo dessa conta o MDB de Renan Filho. São eles: PTC, PRB, PDT, PT, PTB, PSC, PPS, PMB, PMN, PV, PRP, Patriota, PSD, PRTB, PHS, PCdoB, Avante e Solidariedade. Contudo, é possível que haja alguma defecção porque se Maurício Quintella disputará uma vaga no Senado, Marx Beltrão terá de concorrer em outro espaço ou deixar o MDB.

Mesmo compondo a chapa de Renan Filho, o PR deve seguir no comando de duas secretarias na Prefeitura de Maceió, comandada por Rui Palmeira.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Carlos Amaral

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