Política

24 de janeiro de 2018 07:43

Maurício Quintella quer deixar cargo em 7 de abril

Ministro dos Transportes pretende deixar o posto na data-limite para se candidatar a uma das vagas no Senado

↑ Maurício Quintella aguarda que não haja mudança em seu grupo político na disputa ao Governo de Alagoas (Foto: Divulgação)

A substituição de ministros que vão se candidatar nas próximas eleições vem acontecendo no Palácio do Planalto, mas ao menos metade deles quer ficar em seus cargos de primeiro escalão até a data-limite para desincompatibilização, em 7 de abril. Encaixam-se neste contexto os ministros alagoanos, Maurício Quintella Lessa (PR), do Transportes e Marx Beltrão (MDB), do Turismo. Ambos são deputados federais e estão licenciados de seus cargos.

À Tribuna Independente, o ministro Maurício Quintella deixou a entender que deve deixar o ministério apenas no prazo de desincompatibilização. Ele voltou a confirmar que será candidato a uma das duas vagas para o Senado em 2018.

“Antes dessa data [7 de abril], vai depender do presidente [Michel] Temer. Se ele estipular um prazo para que os ministros que vão disputar a eleição saiam antes, a situação muda. Se não, o prazo é 7 de abril. Vou disputar o Senado, a não ser que aja alguma modificação do grupo da gente daqui para lá. Mas, o Rui [prefeito de Maceió, PSDB] disputando o governo, sem dúvida nenhuma, eu vou para a disputa do Senado”, ressaltou Maurício Quintella.

A reportagem da Tribuna tentou contato com o ministro Marx Beltrão, mas não obteve êxito até o fechamento da edição. No entanto, em recentes entrevistas para à imprensa nacional, Beltrão afirmou que sua intenção também é de deixar o ministério apenas em abril.  Portanto, eles têm três meses para deixar os cargos.

O prazo de desincompatibilização termina no dia 7 de abril, seis meses antes do primeiro turno. A regra está prevista na Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/1990), que estabelece os prazos para que agentes públicos saiam do governo para não ficarem inelegíveis.

De acordo com a lei, além de ministros de Estado e magistrados, presidentes, diretores e superintendentes de empresas públicas, bem como chefes de órgãos que fazem assessoramento direto, também devem pedir exoneração na mesma data.

Nos dois últimos meses, três ministros anunciaram que sairão candidatos como deputados federais e já deixaram seus cargos. O ministro Ronaldo Nogueira (PTB-RS), do Ministério do Trabalho. Marcos Pereira (PRB- SP) que pediu demissão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e por último, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP- PR), que como Quintella e Beltrão, anunciou que deve deixar a pasta até abril.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

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