Política

3 de janeiro de 2018 08:02

Prefeito será monitorado por tornozeleira

Erivaldo Mandu e o vereador Joseval Antônio da Silva foram autorizados a deixar a prisão, mas foram afastados de suas funções

↑ Erivaldo Mandu é acusado pelo Ministério Público Estadual de pagar recursos, de forma ilegal, aos vereadores de sua base aliada (Foto: Reprodução)

O desembargador Celyrio Adamastor revogou as prisões preventivas do prefeito de Mata Grande, Erivaldo de Melo Lima (PP), o Erivaldo Mandu, e do vereador Joseval Antônio da Silva (PP). Apesar de a liberdade, ambos foram afastados de suas funções de forma imediata, acusados de corrupção. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o gestor municipal tem efetuado pagamentos ilegais aos vereadores.

De acordo com a decisão do magistrado, tanto o prefeito quanto o vereador serão monitorados pelo Estado via tornozeleira eletrônica.

A decisão do desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas foi tomada no dia 31 de dezembro de 2017, porém, só teve validade a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da Justiça, na última terça-feira (2).

 

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Ainda nesta terça, os advogados de defesa do prefeito e do vereador informaram que irão recorrer da decisão do magistrado para que eles retornem as funções o mais rápido possível.

Medidas cautelares também foram aplicadas pelo desembargador, a exemplo de que Erivaldo Mandu e Joseval Antônio ficam impedidos de mudar de residência sem a autorização prévia do Tribunal de Justiça; frequentar bares e casas noturnas; durante à noite ficar em casa, bem como nos finais de semana; não frequentar os órgãos públicos do município de Mata Grande; além de não manter qualquer contato com agentes públicos ligados à prefeitura e à Câmara de Vereadores.

“Conseguimos mostrar na Justiça que não havia necessidade da prisão do prefeito. Ele já depôs e esclareceu todas as circunstâncias que ensejaram a prisão. O prefeito estará sendo posto em liberdade, contudo, foram aplicadas algumas medidas cautelares, como o afastamento do cargo e o monitoramento eletrônico mediante tornozeleira”, disse o advogado Diego Mousinho.

 

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PEDIDO NEGADO

Enquanto o prefeito e o vereador de Mata Grande foram autorizados a deixar a prisão, o mesmo não ocorreu com o vereador por Palestina, Luciano Lucena de Farias, preso no dia 22 de dezembro suspeito de participar do assassinato do caseiro Zenóbio Gomes Feitosa, 60 anos. Celyrio Adamastor negou o pedido.

Fonte: Tribuna Independente / Editoria de Política

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