Política

15 de julho de 2017 12:15

Projeto busca romper ciclo de pobreza da 1ª infância

Primeira Infância está em fase experimental e Antônio Pinaud falou sobre a situação de vulnerabilidade das crianças

Será o programa mais estruturante do desenvolvimento da primeira infância do Governo de Alagoas para romper o ciclo intergeracional da pobreza através de uma ação de convergência entre a educação, saúde e assistência social. É o que acredita o gestor intersetorial do projeto que está sendo aplicado no estado, Antonio Pinaud. Em entrevista à Tribuna Independente, Pinaud falou sobre o assunto e destacou os avanços que o programa que tem a coordenação da primeira-dama Renata Calheiros e do governador Renan Filho (PMDB) vai proporcionar nos pró- ximos anos nas quase 220 mil crianças que vivem na vulnerabilidade em Alagoas.

Tribuna Independente – O programa de Desenvolvimento da Primeira Infância, do Governo de Alagoas, tem a proposta de evitar ou romper com o ciclo da pobreza. Como será desenvolvida na prática essa iniciativa?

Antonio Pinaud – A ideia é transformar esse projeto num programa estruturante. Esse projeto inicia por seis municípios. Você tem a Região Norte com São Luiz do Quitunde; aqui na Região Metropolitana o município de Pilar; na Sul, a cidade de Teotônio Vilela, no Sertão, tem Pão de Açúcar, na Zona da Mata, tem Murici e Batalha no Agreste. Então são esses seis municípios. Aqui em Alagoas temos 220 mil crianças em situação de vulnerabilidade. São filhos dos beneficiários do Bolsa Família e o objetivo do programa é atender crianças de 0 a 6 anos à primeira infância. Fizemos uma reunião preliminar com os gestores e faremos agora um grande encontro com todos os prefeitos porque ele é um programa intersetorial. Ele envolve saúde, educação, assistência e desenvolvimento social. Eu sou o gestor dessa intersetorialidade. Esse programa tem a coordenação geral da Renata Calheiros, primeira-dama, que é especialista no tema e fez especialização na Universidade Harvard, mesma especialização que eu fiz , que é do desenvolvimento executivo da primeira infância, e o governador do estado que também fez o mesmo curso.

Tribuna Independente – Quando existe uma integração nas áreas de educação, saúde, assistência social, as possibilidades de termos crianças distantes da pobreza tende a ser maior?

Antonio Pinaud – Esse é o tema mais importante que tenho estudado ultimamente. Até lancei um livro que se chama “Convergência setorial – um caminho para o desenvolvimento”. Convergência é até um termo mais amplo porque envolve inovação. Não é fácil as pessoas pensarem em conjunto. A lógica da convergência ou da intersetorialidade é essa. Se em algum momento as partes se integram, os resultados serão maiores. Essa é a lógica. Então é essa lógica que a gente está aplicando nesse projeto. Por quê? Porque não podemos ter duplicidade nas ações. Não podemos ter recursos mal conduzidos. Então essa convergência, essa intersetorialidade, com certeza vai impactar esse programa.

Tribuna Independente – Quais os impactos que a sociedade tem quando uma criança cresce distante de um ambiente pobre e mais próximo da educação?

Antonio Pinaud – A continuação da pobreza, que é isso que a gente quer romper, quer fazer esse pacto, romper o ciclo intergeracional da pobreza. Eu tenho 220 mil crianças no estado de vulnerabilidade. Se eu resgatar essas crianças, se não fizermos uma intervenção agora eles serão os futuros beneficiários do Bolsa Família. Então é a primeira vez que um governo rompe, tem uma proposta estruturante de romper essa continuidade da pobreza. Qualquer intervenção que você faça em outra geração, por exemplo, na adolescência, ou no idoso você tem muito maior custo, mas a ideia é você fazer essa intervenção na primeira infância. Porque tem que ser na primeira infância? Ela é um momento singular na vida das pessoas.

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Fonte: Tribuna Independente

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