Polícia

Mãe é presa suspeita de agredir filha de 4 anos durante internação em hospital de Palmeira dos Índios

Médico plantonista denunciou puxões de cabelo e arremesso de garrafa contra as pernas da criança; Conselho Tutelar foi acionado

Por Redação 27/10/2026 08h33
Mãe é presa suspeita de agredir filha de 4 anos durante internação em hospital de Palmeira dos Índios
A violência contra a criança e o adolescente é uma grave violação dos direitos humanos assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Foto: Ilustração

Uma mulher foi presa em flagrante, na segunda-feira (26), suspeita de agredir a própria filha, de aproximadamente 4 anos, durante a internação da criança no Hospital Regional do Agreste, localizado no bairro Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. A Polícia Militar foi acionada após o médico plantonista denunciar episódios de violência dentro da unidade de saúde.

Segundo o relato apresentado à polícia, a menina vinha sofrendo agressões enquanto permanecia internada sob os cuidados da mãe. Entre os episódios mencionados estão puxões de cabelo e o arremesso de uma garrafa de água contra as pernas da criança. Uma técnica de enfermagem acompanhou a equipe policial e testemunhou os fatos relatados.

A denúncia levou os militares até a unidade hospitalar para verificar a situação. Durante a abordagem, os policiais conversaram reservadamente com a mulher, que, conforme o registro da ocorrência, apresentou falas desconexas.

Diante dos relatos e dos elementos verificados no local, a suspeita foi conduzida ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, onde foi apresentada à Polícia Civil e autuada em flagrante. Um boletim de ocorrência também foi registrado.

Conselho Tutelar acompanha o caso


Após a prisão, o Conselho Tutelar foi acionado e compareceu ao CISP. O órgão ficou responsável por entrar em contato com familiares da criança para avaliar as providências necessárias à proteção da menina.

Até a divulgação das informações sobre a ocorrência, a criança permanecia internada no Hospital Regional do Agreste, sob cuidados médicos e sem previsão de alta.

A situação exige atenção não apenas pela natureza das agressões denunciadas, mas também pela condição de vulnerabilidade da vítima, que estava hospitalizada e dependia de adultos para seus cuidados. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias dos episódios e subsidiar as medidas legais e de proteção cabíveis.

A prisão em flagrante não representa condenação. A responsabilidade criminal da mulher deverá ser analisada pelas autoridades competentes, com base nos elementos reunidos durante a investigação.