Polícia

Márcio Canella, preso em operação da PF, foi segundo deputado estadual do RJ mais votado nas eleições

Ele recebeu 197.178 votos nas urnas do estado nas eleições do dia 4 de outubro. Antes disso, Canella exerceu o mandato de prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Por G1 15/10/2026 07h55
Márcio Canella, preso em operação da PF, foi segundo deputado estadual do RJ mais votado nas eleições
O deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, durante sessão na Alerj - Foto: Divulgação

Márcio Canella (União), preso na manhã desta quinta-feira (15) na 8ª fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, foi eleito como o segundo deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro nas eleições do dia 4 de outubro. Ele recebeu 197.178 votos no estado.

Antes disso, Canella exerceu o mandato de prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, cargo para o qual foi eleito em 2024. Ele renunciou no começo deste ano, com o objetivo inicial de concorrer a uma vaga ao Senado pelo estado.

Em julho deste ano, ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma na 6ª fase da Operação Unha e Carne. Policiais federais encontraram um fuzil no carro de Canella. Na época, ele alegou que a arma não pertencia a ele.

O político era, inicialmente, alvo de um mandado de busca e apreensão na ação, que mirava uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos.

A operação desta quinta também investiga conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro. Ele saiu do condomínio conduzido por policiais federais e usando um guarda-chuva para esconder o rosto.

Além de prefeito, Márcio Canella já exerceu diversos outros cargos no poder público de Belford Roxo, como secretário municipal de Casa Civil do município, vereador e vice-prefeito da cidade na gestão Waguinho.

Antes de ser eleito para a nova legislatura, ele já havia sido deputado estadual por outros dois mandatos na Alerj.

A TV Globo tentava contato com a defesa de Márcio Canella e a Alerj até a última atualização desta reportagem.