Polícia

Ação da Polícia Civil mira grupo suspeito de integrar o PCC em Maceió

Investigação começou após homicídio e levou policiais a suspeitos de tráfico de drogas, roubos e lavagem de dinheiro

Por Tribuna Hoje com agências 15/09/2026 14h08
Ação da Polícia Civil mira grupo suspeito de integrar o PCC em Maceió
Polícia Civil de Alagoas - Foto: Reprodução

Uma investigação da Polícia Civil de Alagoas resultou na prisão de dois homens suspeitos de integrar uma organização criminosa com atuação em diferentes bairros de Maceió. As prisões ocorreram nesta terça-feira (15), durante a Operação Eixo Reginaldo.

Ao todo, a Justiça autorizou oito medidas judiciais no âmbito da operação: três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. A ação teve como foco a coleta de provas e a interrupção das atividades atribuídas ao grupo.

O trabalho foi conduzido por equipes da Diretoria de Repressão à Corrupção e Combate ao Crime Organizado (Dracco) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob responsabilidade dos delegados Igor Diego e Pedro Alves.

De acordo com a Polícia Civil, a apuração teve início a partir de um homicídio. Durante o levantamento de informações sobre o caso, os investigadores encontraram indícios que relacionavam os suspeitos a uma série de outros crimes.

Entre as atividades investigadas estão o comércio de drogas, roubos, crimes envolvendo armas de fogo e movimentações financeiras que, segundo a polícia, poderiam estar relacionadas à lavagem de dinheiro.

A organização teria presença principalmente no Vale do Reginaldo, além das regiões do Jacintinho e do Poço. Conforme os investigadores, os homens presos ocupavam posições de destaque dentro da estrutura local.

A polícia afirma ainda que os suspeitos participavam da definição da distribuição das drogas e da movimentação do dinheiro obtido com a venda dos entorpecentes. Parte dos recursos seria direcionada para contas bancárias determinadas pelos integrantes do grupo.

Além do tráfico, os investigadores apontam que a organização recorria a roubos em outros pontos da capital para levantar recursos destinados ao funcionamento do esquema criminoso.

O material recolhido durante a operação será periciado pela Polícia Civil. A análise das apreensões deve contribuir para o prosseguimento das investigações e para a identificação de outros possíveis integrantes do grupo.