Polícia
Pai de bebê de dois meses presta depoimento e nega agressões que teriam causado morte
Jovem de 19 anos afirmou à Polícia Civil que a filha teria caído da cama duas vezes
O pai da bebê Anny Emanuelly Nunes da Silva, de apenas dois meses, prestou depoimento à Polícia Civil e apresentou uma versão diferente da apontada inicialmente na investigação sobre a morte da criança, ocorrida no último dia 30, em Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas.
O jovem, de 19 anos, está preso sob suspeita de ter agredido a filha. Durante o interrogatório, segundo a Polícia Civil, ele negou ter espancado a bebê e afirmou que os hematomas encontrados no corpo dela teriam sido provocados após duas quedas da cama.
Ainda conforme o depoimento, o pai relatou que costumava dar "tapinhas nas costas e no peito" da criança quando ela chorava, mas afirmou que fazia isso apenas na tentativa de acalmá-la e que não tinha intenção de machucá-la.
A bebê foi levada para atendimento médico acompanhada pelos pais. Conforme informações repassadas à Polícia Civil pela equipe de saúde, a mãe teria apontado o pai como responsável pelos maus-tratos sofridos pela criança.
No depoimento, o investigado também relatou que, no dia 30 de agosto, percebeu que a filha estava com dificuldades para respirar. Ele afirmou que tentou ajudá-la com massagens, enquanto a companheira acionava uma ambulância.
Quando a equipe de socorro chegou, de acordo com a versão apresentada pelo pai, a bebê apresentava pouca respiração. Os profissionais ainda realizaram procedimentos de reanimação, mas a criança não resistiu.
O homem chegou a ser apontado pela Polícia Militar como suspeito de ter cometido as agressões e, conforme informações divulgadas anteriormente pela corporação, teria confessado o crime. Agora, a versão apresentada durante o interrogatório será analisada em conjunto com os demais elementos reunidos pela investigação.
Investigação continua
O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia Regional de Santana do Ipanema, sob coordenação do delegado Francisco Torquato.
A Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que deverá contribuir para determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias que levaram aos ferimentos encontrados na bebê.
Além do exame pericial, os investigadores continuam realizando diligências e ouvindo testemunhas. O objetivo é confrontar as diferentes versões apresentadas e reunir informações que permitam esclarecer o que aconteceu com Anny Emanuelly e apontar eventuais responsabilidades.
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