Polícia

Polícia deve ouvir motorista envolvido em atropelamento que matou adolescente de 15 anos

Investigação sobre morte de Ruan Wilson de Lima Silva já ouviu testemunhas e busca imagens de câmeras instaladas na região do acidente

Por Tribuna Hoje com TV Pajuçara 31/08/2026 14h44
Polícia deve ouvir motorista envolvido em atropelamento que matou adolescente de 15 anos
Atropelamento aconteceu no último dia 25 - Foto: Reprodução/TV Pajuçara

A Polícia Civil deve ouvir, nos próximos dias, o motorista envolvido no atropelamento que resultou na morte do adolescente Ruan Wilson de Lima Silva, de 15 anos, na Avenida Durval de Góes Monteiro, na parte alta de Maceió.

O acidente aconteceu na última terça-feira (25). O adolescente foi socorrido após ser atingido pelo veículo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante a madrugada do dia seguinte.

As investigações são conduzidas pelo delegado Carlos Reis, titular da Delegacia de Trânsito da Capital. Conforme as informações apuradas até esta segunda-feira (31), a polícia solicitou imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local onde ocorreu o atropelamento.

Além dos familiares da vítima, seis testemunhas já prestaram depoimento. A Polícia Civil ainda pretendia ouvir outras duas pessoas nesta segunda-feira, enquanto o depoimento do motorista deve ser marcado para os próximos dias.

O advogado Luiz Lessa, responsável pela defesa do condutor, se manifestou sobre o caso em um vídeo encaminhado à imprensa no último sábado (29). leia o que ele disse: 

"A título de esclarecimento, novamente essa defesa fala para a imprensa que não se pode tirar essas conclusões que estão sendo veiculadas, pois até o momento não se tem nenhuma informação se o menor estava ou não na faixa de pedestre, se o menor estava ou não passando pelo sinal vermelho ou verde, porque existem versões nos dois sentidos. E isso somente com a conclusão da investigação".

"O que se está falando muito, sendo veiculado, é que o condutor, meu cliente, estaria embriagado, o que não tem nenhuma informação nesse sentido. Apenas um vídeo de um motociclista o questionando se ele estaria ou não embriagado, se ele teria bebido".

"O que está se falando é que o meu cliente não foi conduzido para a delegacia e apareceu duas horas depois. Não teria como ele dar depoimento no momento exato em que aconteceu o acidente, isso é até logicamente impossível, e ele foi conduzido por policiais".


"Nesse momento, o que a gente espera, a defesa, que seja concluída para que se possa ter uma solução sobre todos esses esclarecimentos para que a polícia, até mesmo a sociedade, possa entender que não foi de fato da forma que estão falando. Sabemos da dor da família, que tudo isso é uma tragédia de proporções gigantescas, é uma dor muito forte, mas sabemos também que tudo tem que ser feito com cautela".


O pai do adolescente, Pedro Wilson, também falou publicamente sobre a morte do filho e cobrou esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente. Segundo ele, informações recebidas pela família apontam que pessoas teriam chegado ao local após a colisão e conversado com o motorista.

A declaração faz parte das questões que cercam o caso, que segue sob investigação da Delegacia de Trânsito da Capital. A Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e reunir os elementos necessários para a conclusão do inquérito.