Polícia

Suspeito de vender passagens que não existiam é preso em AL

Homem se apresentava como funcionário da companhia aérea Azul

Por Tribuna Hoje com agências 26/08/2026 11h05
Suspeito de vender passagens que não existiam é preso em AL
Grupo só descobriu que havia caído no golpe quando chegou ao aeroporto para embarcar - Foto: Itawi Albuquerque / Secom Maceió



O homem de 29 anos suspeito de vender passagens aéreas que não existiam e deixar pelo menos 21 pessoas sem embarcar para um evento em Brasília foi preso pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL) nesta quarta-feira (26). Segundo a corporação, ele também é investigado por golpes envolvendo a locação fraudulenta de imóveis em Alagoas e Pernambuco.

As vítimas compraram os bilhetes para participar de um simpósio de quadrilhas juninas. O grupo só descobriu que havia caído no golpe quando chegou ao aeroporto para embarcar. O prejuízo ultrapassa R$ 14 mil.

Segundo a PCAL, o suspeito anunciava imóveis para locação em uma plataforma de comércio eletrônico e oferecia passagens aéreas em um grupo de WhatsApp. A investigação aponta que ele utilizava informações falsas para conquistar a confiança das vítimas.

Suspeito dizia trabalhar para companhia aérea

Uma das vítimas, Wellington, havia sido convidada para representar Alagoas no evento e decidiu comprar a própria passagem. A negociação teria começado após sua esposa conhecer o suspeito durante uma corrida de Uber.

De acordo com o relato, o homem se apresentava como funcionário da companhia aérea Azul e chegou a mostrar informações que, segundo ele, comprovariam o vínculo com a empresa, incluindo dados de um aplicativo de recursos humanos.

Depois de conseguir o suposto bilhete por um preço mais baixo, Wellington informou outros participantes do evento. O contato acabou sendo repassado e mais pessoas compraram passagens com o mesmo suspeito.

Os pagamentos foram realizados, mas os comprovantes dos bilhetes não eram apresentados. No dia da viagem, a fraude foi descoberta no aeroporto.

Outras vítimas também não conseguiram embarcar

Ginaldo dos Santos, outra vítima, contou que o grupo acreditava que o homem, que se identificava como João Vitor, realmente forneceria as passagens. Segundo ele, as vítimas cobravam os bilhetes antes da viagem, mas não recebiam os comprovantes.

No aeroporto, elas descobriram que outras pessoas também haviam comprado passagens com o mesmo suspeito e estavam na mesma situação.

Wellington afirmou ainda que, ao registrar a ocorrência, tomou conhecimento de que o investigado teria outros 26 boletins de ocorrência relacionados a estelionato.

Prisão

A prisão foi coordenada pelos delegados Roberto Batista, coordenador do NPO/PCAL, e Antonielson Machado, adjunto do núcleo. Participaram da ação equipes investigativas e operacionais do NPO/PCAL, da Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT) e da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).

As vítimas registraram boletins de ocorrência e informaram que as medidas judiciais relacionadas ao caso já foram iniciadas.