Polícia

Assassino de professora é condenado a mais de 29 anos de reclusão em regime fechado

José Ricardo dos Santos, ex-companheiro da vítima, vai cumprir a pena em regime fechado e será transferido para Alagoas

Por Valdete Calheiros - repórter / Tribuna Independente 30/07/2026 08h14
Assassino de professora é condenado a mais de 29 anos de reclusão em regime fechado
Professora Cenira Angélica Ventura, assassinada pelo ex-companheiro em 2018 em Viçosa - Foto: Divulgação

O assassino da professora Cenira Angélica Ventura da Silva, José Ricardo dos Santos foi julgado e condenado, na tarde de ontem, a mais de 29 anos de reclusão por ter matado a vítima, sua então companheira. Ela foi morta com 37 facadas em via pública, no município de Viçosa, em março de 2018, quando ela tinha 39 anos de idade. O feminicida vai cumprir a pena em regime fechado e será transferido para Alagoas.

O julgamento foi realizado no Fórum Desembargador Oscar Tenório, localizado na Praça Padre Cícero, no Centro de Viçosa, mesmo município em que o crime fora cometido. O promotor Gustavo Arns conduziu a sustentação da acusação em nome do Ministério Público de Alagoas. José Ricardo dos Santos foi condenado pelo Tribunal do Júri.

Antes do feminicídio, ela foi agredida dentro da residência em que o então casal morava. Ao tentar fugir de casa para salvar a própria vida, ela foi morta a facadas. A brutalidade do crime provocou grande repercussão à época.

Após o assassinato, José Ricardo dos Santos fugiu para Mato Grosso. Em 2023, ele foi localizado e preso, onde permanece custodiado desde então. Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade do crime e a qualificadoras. Ao fim do júri, a Vara de Execuções Penais foi acionada para realizar o traslado do condenado para cumprir a pena em Alagoas.

O MPAL denunciou José Ricardo dos Santos por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, por se tratar de um crime praticado em contexto de violência doméstica e familiar.

Durante o julgamento, sete jurados forma responsáveis por analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa para decidir pela se condenavam ou absolviam o réu.