Polícia

Empresário morto em Coruripe teria alugado carros usados por criminosos, aponta investigação

Rogério Carício, de 43 anos, também cumpria pena no regime semiaberto por participação em furto a carro-forte ocorrido na Paraíba

Por Lucas França com Tribuna Hoje 21/07/2026 15h09 - Atualizado em 21/07/2026 15h28
Empresário morto em Coruripe teria alugado carros usados por criminosos, aponta investigação
Rogério foi encontrado morto na madrugada desta terça-feira (21), com sinais de violência - Foto: Reprodução


O empresário Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos, morto em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, é investigado pela possível ligação com uma organização criminosa e pela suspeita de ter alugado veículos que teriam sido utilizados em ações criminosas na região.

Rogério foi encontrado morto na madrugada desta terça-feira (21), com sinais de violência. Segundo as informações apuradas pela polícia, ele havia sido abordado cerca de 24 horas antes por homens que se apresentaram como policiais civis. A Polícia Civil, no entanto, negou qualquer envolvimento na abordagem.

Uma das linhas de investigação considera a possibilidade de que a morte esteja relacionada a uma organização criminosa da qual o empresário teria participado. A polícia também apura a origem e a utilização de veículos alugados por terceiros que podem ter sido empregados em crimes.

Além das suspeitas investigadas atualmente, Rogério cumpria pena no regime semiaberto por envolvimento em um furto a carro-forte ocorrido em João Pessoa, na Paraíba, em 2014. A condenação pelo crime foi proferida em 2019.

Como morava em Coruripe, o empresário cumpria as medidas cautelares impostas pela Justiça no município e precisava comparecer regularmente ao fórum. De acordo com o delegado João Marcello, Rogério havia ido ao local no dia 1º de julho para cumprir uma das determinações judiciais.

Ainda conforme o delegado, o empresário possuía antecedentes relacionados a outros crimes, entre eles porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, receptação e uso de documento falso.

A Polícia Civil continua investigando o assassinato para esclarecer a motivação e identificar os responsáveis pela morte. As circunstâncias da abordagem que antecedeu o crime e a possível relação do empresário com atividades criminosas também são apuradas.