Polícia
CGJ dialoga com Polícia Civil sobre gestão de bens apreendidos
Durante reunião, foram discutidos aspectos técnicos da implementação de ferramenta do CNJ, que permitirá maior controle sobre bens apreendidos vinculados a processos judiciais
O corregedor-geral da Justiça de Alagoas, desembargador Celyrio Adamastor, acompanhado do juiz auxiliar da Corregedoria, Geneir Marques, recebeu, nesta terça-feira (15), representantes da Polícia Civil de Alagoas para discutir a implantação do Sistema Nacional de Gestão de Bens (SNGB), ferramenta desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para padronizar e fortalecer o controle dos bens apreendidos vinculados a inquéritos e processos judiciais.
“Este sistema permitirá que o acompanhamento dos bens apreendidos seja realizado de forma mais organizada, transparente e segura. Trata-se de uma iniciativa que fortalece a atuação integrada entre as instituições e contribui para uma prestação jurisdicional mais eficiente, em benefício da sociedade”, comentou o corregedor.
Durante o encontro, que contou com a participação do delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Eduardo Mero, e do delegado Cayo Rodrigues Silva, foram discutidos aspectos técnicos relacionados à implementação do sistema em Alagoas. Segundo o delegado-geral em exercício, Thales Silva Araújo, a integração entre a Corregedoria-Geral da Justiça e a Polícia Civil é essencial para garantir o funcionamento eficiente da plataforma.
“Estamos em fase de implantação, juntamente com a Corregedoria do Tribunal de Justiça de Alagoas, e viemos tratar algumas situações técnicas para que essa implantação possa ser feita da forma mais efetiva, permitindo que a Polícia Civil desempenhe ainda melhor seu papel na documentação das apreensões de bens que constam nos inquéritos e processos", afirmou.
O delegado destacou a diversidade e o grande volume de bens sob custódia da Polícia Civil. Somente em relação aos veículos, existem atualmente mais de três mil automóveis armazenados, que deverão ser destinados a leilão após a conclusão dos procedimentos legais. Além disso, a corporação mantém sob sua responsabilidade armas de fogo, drogas ainda não incineradas e diversos outros bens apreendidos.
Em relação à restituição de veículos e objetos, Thales Silva explicou que, quando o bem ainda está vinculado ao inquérito policial, o interessado pode procurar a Delegacia Geral da Polícia Civil para obter informações. Nos casos em que o procedimento já se encontra na esfera judicial, é necessária autorização do Poder Judiciário para que a devolução seja efetivada.
O delegado Thales Silva avaliou o encontro como produtivo e ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições.
"Foi uma reunião extremamente positiva. Viemos alinhar procedimentos para a implantação do sistema, cuja implementação é coordenada pela Corregedoria-Geral da Justiça em cumprimento à determinação do CNJ. São interesses que precisam caminhar alinhados para que possamos prestar um serviço cada vez melhor à população, tanto pela Polícia Judiciária quanto pelo Tribunal de Justiça", concluiu.
A implantação do Sistema Nacional de Gestão de Bens busca conferir mais transparência, segurança e eficiência à administração dos bens apreendidos, além de padronizar procedimentos em todo o país e fortalecer a atuação integrada entre os órgãos responsáveis pela persecução penal e pelo Poder Judiciário.
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