Polícia

Empresário alagoano é preso pela Polícia Federal em operação que investiga esquema bilionário na mineração

Ação mira grupo suspeito de fraudes ambientais, obstrução da Justiça e atuação irregular no setor mineral

Por Tribuna Hoje com agências 19/06/2026 11h38
Empresário alagoano é preso pela Polícia Federal em operação que investiga esquema bilionário na mineração
Quem é o empresário alagoano preso pela Polícia Federal durante operação que apura um esquema criminoso estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão no setor de mineração - Foto: Reprodução

O empresário Alan Cavalcante do Nascimento foi detido nessa quinta-feira (18) no âmbito de mais uma fase da Operação Rejeito, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura a atuação de uma organização suspeita de fraudes ambientais, irregularidades em licenciamentos e tentativa de interferência em investigações judiciais.

Além da prisão preventiva, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou a suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal em Belo Horizonte, com apoio do Ministério Público Federal.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado teria atuado de forma estruturada para viabilizar autorizações ambientais irregulares no setor de mineração, além de adotar estratégias para dificultar o avanço das apurações e influenciar decisões da Justiça.

As investigações também apontam o uso de serviços de monitoramento ilegal, acesso a informações sigilosas e tentativas de aproximação com agentes públicos para obtenção de vantagens indevidas.

Outro ponto destacado pelos investigadores envolve a utilização de uma rede empresarial com dezenas de empresas para dar suporte às supostas fraudes. A estrutura teria sido usada para operacionalizar atividades ilícitas relacionadas à exploração mineral.

A Polícia Federal afirma ainda que há indícios de ações mais complexas, como destruição de provas, uso indevido de sistemas restritos e até simulação de operações policiais para atender interesses do grupo investigado.

Os suspeitos poderão responder por crimes como obstrução de investigações, violação de sigilo e fraudes ambientais relacionadas ao licenciamento de atividades de mineração.